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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Futebol e Religião




Interessante texto do pastor René Kivitz - da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo) - inspirado em fato real.


Fato que inspirou o texto:
       
        Parece mentira, mas foi verdade.
        No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos atual campeão paulista de futebol  foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas.
        O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

        Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.

        Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo
        (24a), Marquinhos (28a) e André (19a) – todos ídolos super-aguardados.

        O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral.

        Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

        Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.

        Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com P maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto abaixo tenho o prazer de compartilhar :


        No Brasil, Futebol é Religião
        por Ed Rene Kivitz
        (cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho)


        Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
        Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

        A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
        A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

        Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

        O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a
        intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
        E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

        Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio
        de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
        Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de
        superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

        Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina  ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental. 

http://www.forumespirita.net/fe/jornal-das-boas-noticias/futebol-e-religiao/

domingo, 29 de agosto de 2010

Utilize Seus Recursos





A maioria dos homens não vive em paz.

Estar em paz não significa apenas não fazer parte de uma guerra.

Muitas vezes não há atritos visíveis com os semelhantes, mas a criatura permanece sem sossego.

A paz interior consiste em uma harmonia preciosa e constante.

Quem desfruta desse tesouro convive bem consigo mesmo.

Por mais que enfrente dificuldades na vida, seu íntimo permanece tranqüilo.

O homem pacificado não necessita inventar distrações.

A percepção de seu mundo interior não o angustia.

A agitação da sociedade moderna evidencia quão poucos realmente desfrutam de paz.

As inovações tecnológicas gradualmente liberam o homem de tarefas repetitivas e tediosas.

Cada vez ele dispõe de mais tempo livre, mas não utiliza suas folgas para conhecer e cultivar o próprio caráter.

Na ânsia de conquistar coisas, multiplica desnecessariamente as horas de trabalho.

E nos raros momentos em que se permite ficar livre, procura distrações ruidosas e absorventes.

É como se o encontro com a própria alma fosse algo a ser evitado.

Sejam ricos ou pobres, bonitos ou feios, cultos ou iletrados, os homens procuram fugir de si próprios.

Mesmo quem reúne condições consideradas ideais para a felicidade raramente desfruta dessa situação.

As criaturas enfrentam torturas íntimas, ansiedades e complexos aparentemente injustificados.

Por mais que a vida siga tranqüila, a ausência de paz permanece.

A questão é que a verdadeira paz pressupõe a consciência tranqüila.

E tranqüilidade de consciência só tem quem está em harmonia com as leis divinas.

Todos os homens já viveram inúmeras vidas, em sua jornada pelo infinito.

Foram criados ignorantes e simples e se destinam à mais elevada sabedoria.

Para crescer em entendimento e compreensão, encarnam inúmeras vezes, em diferentes situações.

Objetivando aprender a discernir o certo do errado, dispõem da liberdade de agir.

Contudo, respondem por tudo o que fazem.

A lei humana é falha e muitos equívocos são por ela ignorados.

Mas na consciência de cada ser encontram-se registrados todos os seus atos.

Maldades cometidas contra os irmãos podem ter sido bem escondidas no passado.

Mas quem se permitiu viver o mal mantém em seu íntimo a marca da desarmonia.

Ocorre que toda vivência, mesmo marcada pelo erro, deixa a herança da experiência.

De cada refrega o homem sai amadurecido.

A cada vida ele cresce em entendimento e possibilidades.

O importante é aprender a utilizar no bem os recursos adquiridos.

Em sua primeira epístola, o apóstolo Pedro afirma: "o amor cobre a multidão de pecados".

Os erros fazem parte do processo de aprender.

Mas apagá-los mediante o amor bem vivido propicia paz e harmonia.

Assim, utilize seus recursos no bem. Contabilize todos os tesouros que você amealhou no decorrer dos séculos:

Inteligência, sensibilidade, aptidão para falar ou escrever, habilidades as mais diversas. Empregue tudo isso na construção de um mundo melhor.

Ao utilizar amorosamente seus talentos, você estará cumprindo a tarefa que lhe cabe no concerto da criação. E uma sublime paz habitará seu coração.

Paz

Pense nisso.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pobres de espírito e espíritos pobres.





Pobres de espírito e espíritos pobres.
Caírbar Schutel

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus." (Mateus, V, 3.)

Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho. Os "pobres de espírito" são os que não têm  orgulho, os espíritos ricos são os que acumulam tesouros nos Céus, onde a traça não os rói e os ladrões não os alcançam.

Os "pobres de Espírito sãos os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!

É por isso que a humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus.

Sem a humildade, nenhuma virtude se mantém. A humildade é o propulsor de todas as grandes ações e rasgos de generosidade, seja na Filosofia, na Arte, na Ciência, na Religião.

Bem-aventurados os humildes; deles é o Reino dos Céus!

Os humildes são simples no falar; sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem.

A humildade é a virgem sem mácula que a todos discerne sem poder ser pelos homens discernida.

Tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho; cala-se às palavras loucas dos papalvos; suporta a injustiça, mas folga com a verdade!

A humildade respeita o homem, não pelos seus haveres, mas por suas virtudes. A pobreza de paixões, de vícios, de baixas condições que prendem ao mundo, e o desapego de efêmeras glórias, de egoísmo, de orgulho, amparam os viajores terrenos que caminham para a perfeição.

Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: pobreza de sentimentos baixos, pobreza de caráter deprimido. Quantos pobres de bens terrenos julgam ser dignos do Reino dos Céus, e, entretanto, são almas obstinadas e endurecidas, são seres degradados que, sem coberta e sem pão, repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé bastarda, que, em vez de esclarecer, obscurece, em vez de salvar, condena!

Não é a ignorância e a baixa condição que nos dão o Reino dos Céus, mas, sim, os atos nobres: a caridade, 0 amor, a aquisição de conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida em busca de mais vastos horizontes, além dos que avistamos!

Se da imbecilidade viesse a "pobreza de espírito" que dá o Reino dos Céus, os néscios, os cretinos, os loucos não seriam fustigados na outra vida, como nos dizem que são, quando de suas relações conosco.

Pobres de espírito são os simples e retos, e não os orgulhosos e velhacos; pobres de espírito são os bons que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.

Pobres de espírito são os que estudam com humildade, são os que sabem que não sabem, são os que imploram de Deus o amparo indispensável às suas almas.

Para estes é que Jesus disse: "Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus."

(Parábolas e Ensinos de Jesus – Caírbar Schutel)

sábado, 31 de julho de 2010

Tributo a Chico Xavier na ONU




No dia 6 de agosto será realizado o evento "Tributo a Chico Xavier" num dos auditórios da ONU, em Nova York (EUA), em uma promoção da United Nations Staff Recreation Council (LNSRC) e Society for Enlightenment And Transformation (SEAT). Será apresentado o filme Chico Xavier, seguido de uma mesa redonda com produtores e atores do filme e diretores da FEB e do Conselho Espírita Internacional.
Informações: www.spiritistvideos.com/chico

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cuidemos de Nossos Hábitos





É do conhecimento dos espíritas que uma das preocupações primeiras de Allan Kardec foi com a linguagem, isto estampando logo no início de "O Livro do Espíritos", na sua Introdução item 1, em virtude da necessidade do emprego correto dos vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo, desta forma evitando os efeitos negativos da anfibologia. Para evitar problemas nesse setor da doutrina nova que surgia, em lugar de espiritual, espiritualismo, empregar-se-ia os termos espírita e espiritismo.

► Já lemos, em vários meios espíritas de divulgação, que o Espiritismo é milenar. Discordamos frontalmente desta maneira de se querer agigantar, valorizar o Espiritismo, mostrando-o como milenar. Devemos, segundo entendemos, e no próprio benefício da divulgação da Doutrina Espírita, estabelecer uma distinção entre Espiritismo e seus princípios doutrinários, pois ela (distinção) existe, e flagrante.

► O Espiritismo, é bom relembrar em momento como este, passou a existir em 18 de abril de 1857, não tendo, consequentemente, pois, nada de milenar, pelo menos até agora. No entanto, seus princípios doutrinários basilares são encontrados há milênios na historicidade do homem na Terra, isto sim, e em várias doutrinas.

Vejamos:

▬ A crença em Deus existe em quantas religiões?
▬ A crença na reencarnação não está firmada em muitas das religiões orientais?
▬ A convicção de que a mediunidade é real, algo palpável está com o homem há quanto tempo?

Desde que colocou os pés da Terra – é a resposta.

▬ A existência do Espírito, que é eterno e que o corpo é apenas um instrumento por ele usado transitoriamente, está com o homem desde quando?
▬ O conhecimento da existência de outros mundos habitados por seres inteligentes pertence ou não ao acervo dos conhecimentos desta Humanidade?

Estes e outros aspectos doutrinários do Espiritismo estão com o homem há milênios, isto sim é verdade, é correto e assim deve ser difundido.

► Agora, a palavra Espiritismo, seu conteúdo doutrinário e seus princípios estão conosco a partir do século XIX, com o surgimento da 1ª edição de "O Livro dos Espíritos", com 501 perguntas, em 18 de abril de 1857 e a definitiva em 16 de março de 1860, com 1019 perguntas.

► Absurdo doutrinário é a existência de Centros Espíritas cujos dirigentes querem oferecer aos seus freqüentadores somente estudo, deixando de lado a assistência social, ou a prática da caridade, alguns justificando, tal procedimento, pela falta de dinheiro. Primeiro de tudo só existem duas atividades principais nos Centros Espíritas, exatamente o estudo e a prática do bem. Fugir disto é ir contra o Espiritismo. Tudo o mais deriva destas duas atividades. Ora, não se podendo ter livros novos, faça-se uma campanha pedindo livros usados ou que se os tenham emprestados. Não se pode dar um quilo de alimento, que se dê meio quilo.

Agora, abolir a prática da caridade num Centro Espírita, pelo amor de Deus!!

▬ Como ficará o lado moral? ▬ Teríamos muitos adeptos conhecedores do Espiritismo, é verdade, mas totalmente divorciados de Jesus, isto é, cegos espirituais querendo conduzir cegos. ▬ Cairão onde?

► Há uma inobservância quanto ao nome dos livros da Codificação, que podem passar como algo sem importância, mas não o é, em nosso entendimento. Os livros devem ser escritos deste modo:

“O Livro dos Espíritos” e não Livro dos Espíritos; “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e não Evangelho Segundo o Espiritismo, o mesmo com “O Livro dos Médiuns”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.

► Não sabemos se o leitor concorda, mas, segundo entendemos, nós, os espíritas, devemos utilizar um vocabulário próprio, expressar nossas idéias, opiniões e pareceres espíritas, de tal forma, que não sejamos confundidos com outras noções doutrinárias que nada têm a ver conosco. Isto está no que se chama, também, de Unificação Espírita. Nos chamados livros sagradas, muitos exibem todas estas verdades expostas pela Doutrina Espírita, atestando, sobretudo, a intercomunicação (mediunidade) existente entre os dois mundos a nos rodear – o material e o espiritual.

► Até hoje religiões dogmáticas e ritualísticas lutam tenazmente pela anulação de que os chamados mortos podem comunicar-se conosco, fato este defendido e demonstrado experimentalmente pelo Espiritismo. Ignoram, os contraditores, que “a linguagem dos fatos não admite réplica” (Allan Kardec).



► Alegam que as almas no céu estão no gozo eterno, ocupadas em adorar a Deus beatificamente, e que nada realizam de útil em prol das outras, e, por isto mesmo, nenhum interesse demonstram pelas que estão na Terra, ainda menos pelas que sofrem, estejam aqui ou no inferno. As que foram enviadas para este local (sic), a maioria, de lá nada podem fazer em nosso benefício, falar conosco, pois chegaram no fim da linha, estão com o destino traçado para todo sempre, qual seja queimarem-se sem se consumirem. É triste, muito triste constatar, mais ainda divulgar tal asneira doutrinária.

E o pior é que existem pessoas que acreditam, continuam crendo em tamanha sandice.

► É comum um hábito bem desagradável, antipático, mesmo, envolvendo a prece final, principalmente, das reuniões espíritas. O orante costuma dizer assim:

“Meus irmãos, vamos elevar o pensamento”, e logo depois dispara um verdadeiro discurso, fala uma porção de coisas que nada tem a ver com aquele momento, com o que se ouviu, com o que se passou. Faz-se, em alguma ocasiões, uma palestra.

▬ Faz-se isto a troco de quê?
▬ De nada.

Parece até uma expressão cabalística, a qual dita, tem um efeito benéfico extraordinário. Pode-se e deve-se começar logo a prece, sem preâmbulos, dirigindo-se a Deus ou a Jesus, de forma direta, sem rodeios, para logo em seguida, com unção, louvar, agradecer e pedir, exteriorizando as necessidades de seu mundo íntimo, como de todos ali presentes, nos dois planos da vida, utilizando, para isso, pedidos que atendam as necessidades gerais.

► Aliás, fala-se muito em “elevar o pensamento”.

▬ Será que todos que usam tal frase sabem o que estão dizendo?

Elevar pensamento, parece que é colocá-lo “lá em cima”, quando não o é. É procurar, mediante a concentração, aumentar a freqüência vibratória de todos a fim de que haja, naquele momento, sintonia, a melhor possível, com as energias cósmicas que nos circundam.

► Intrigante é obrigar quem vai tomar passe tenham as mãos espalmadas para cima, sem o que o passe de nada serve, ou seja, a pessoa não o recebe. Será?

O primeiro raciocínio que nos veio à mente foi este: ▬ E as pessoas que nasciam sem mãos, estavam impedidas de tomar passe?

Quem toma passe tem de estar corretamente sentado, ou não pode tomar passe. ▬ E os que se encontram internados em hospitais com o corpo todo deformado, tortos numa cama estão impedidos dos benefícios do passe? Quem logicar sabe a resposta.

► Dirigentes espíritas existem que mantêm, sem nada fazer, dois médiuns que não se falam, que se antipatizam numa reunião mediúnica! É dose! Ou não? Será que não sabem, esses dirigentes, que a característica principal, de uma reunião mediúnica, é a harmonia de pensamentos entre todos? Dissemos TODOS. É possível, numa reunião mediúnica, colher-se bons resultados entre pessoas que não se gostam? Não se falam?

► Existem pessoas, e isto é de pasmar, que se benzem após tomar o passe. E porventura, perguntamos, estão numa igreja, diante de um altar ou uma imagem? Nós, no Espiritismo, usamos tal coisa?

► Médiuns e dirigentes costumam destampar a garrafa com água destinada à fluidificação. Indagamos: para quê?

▬ Os fluidos somente penetram pelo gargalo? ▬ Vidro ou outro material usado na fabricação de um reservatório dágua é obstáculo para o que se encontra em uma outra dimensão espiritual?

► Costuma-se dizer que o Espiritismo tem as suas obras básicas e que as outras são complementares. Ora, complementar vem de completar, segundo o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda. Como estamos tratando aqui de “gramática espírita”, cremos que seria uma grande ousadia, uma imensa presunção se dizer que as obras vindas posteriormente às básicas do Espiritismo, iriam completar as básicas.

O mais correto seria suplementar, aquilo que supre, que acresce, que se adiciona a um todo para ampliá-lo. Pode-se, também, usar o verbo subsidiar, ou seja, que ajuda, que auxilia, elemento secundário, de importância menor, que reforça. Complementar, nunca!

► O que desejamos demonstrar é que o uso correto das expressões espíritas têm um valor extraordinário na divulgação do Espiritismo.

Isto nos nasceu, nos albores da nossa vida de espírita, quando uma senhora quis saber se o Espírito dela era bom ou ruim. Estranhei a colocação que a senhora fez, pois de imediato deduzi, claramente, que de Espiritismo pouco ou quase nada entendia. Seu linguajar não deixava dúvidas, não condizia com o do espírita elucidado, pois não temos um espírito, na verdade, nós somos espíritos.

Ser e Ter são verbos que tratam de coisas totalmente diferentes, têm acepção própria.

Procuramos explicar a tal senhora estes aspectos aqui em foco. Se entendeu, não sabemos. Tal senhora, e todos nós, devemos dizer: eu espírito e não meu espírito; nós espíritos e não nossos espíritos, ela espírito e não o espírito dela. Poder-se-ia alegar que é a personalidade transitória que fala “meu espírito”. Mas então perguntamos: mas não é a personalidade o Espírito reencarnado? Como então poderia usar tal expressão? É falar de si mesmo.

► É notório que a maioria dos espíritas usam o verbo desencarnar, e não morrer, quando se refere ao espírito que passou pelo fenômeno biológico da sua decomposição celular. No entanto, cometem um erro “gramatical espírita” quando dizem o desencarne de fulano, na acepção de que a palavra desencarne seja sinônimo de desencarnação.

Não é. Desencarne é flexão verbal do verbo desencarnar. O substantivo que fala, que noticia a “morte” de alguém é desencarnação. Alegam alguns: isto é vício de linguagem que passa, com o tempo, a fazer parte da linguagem espírita. Não vejo assim. Isto é demonstração de uma pessoa que se engana sobre o que seja fidelidade ao Espiritismo, sua linguagem, seus hábitos, seus envolvimentos.

► Há até espíritas que dizem assim: fulano perdeu a esposa.

Ora, em Espiritismo sabemos que não se perde alguém que desencarnou. O verbo perder tem uma conotação pesada, fere, machuca sentimentalmente quem ouve, e ainda mais, é uma mentira.

▬ Por que usá-la?
▬ Não irá confundir os leigos e iniciantes?
▬ Não possuímos quilômetros de caminhada pela estrada espírita?

Devemos saber como usar as palavras, como utilizar de sinônimos, para definição do que desejamos expressar espiriticamente, ou não?

► Diz-se, como se fosse algo normal, que o enterro de fulano foi ontem ou será amanhã.

Nenhum Espírito que está na carne será enterrado, e sim o seu corpo. Por que, então, não se dizer que o corpo de fulano foi enterrado? Fulano é o Espírito e este não se enterra. No enterro do corpo de meu genro, disse para minha neta, na época com uns dez anos de idade: “quem vai ali naquele caixão é o corpo usado pelo seu pai, ele não está sendo conduzido para ser colocado na sepultura, porque já está no mundo espiritual”.

Ela não derramou uma só lágrima durante o sepultamento e não queria jogar flores no túmulo, como é hábito nesses momentos. Somente obedeceu diante da insistência de minha filha, assim mesmo com certa relutância, má vontade.

► Recentemente, quando da desencarnação do papa João Paulo II, os noticiaristas de TV diziam que o papa seria enterrado às tantas horas do dia 8 de abril de 2005. Ora, levando-se ao pé da letra, e se houvesse uma pessoa ignorando a morte do líder católico, entenderia que o papa seria morto por enterramento naquele citado horário, ou não? Não seria muito mais lógico dizer-se que o corpo do papa seria enterrado em tal hora? Enterrar o corpo de fulano não é bem mais lógico do que enterrar o fulano, no caso o papa?

► E o engraçado, e digno de registro, é que a mídia, quando quer dizer que fulano foi ou vai ser cremado, usam corretamente a linguagem espírita, ou seja, dizem que o corpo de fulano será ou foi cremado. Por que não dizem da mesma forma quando ele vai ou foi enterrado? Prestem atenção nesses anúncios e constatarão nossas palavras.

Necessário saber-se, dentro da “gramática espírita”, que personalidade é uma coisa, individualidade é outra.

A individualidade revestiu e revestirá várias personalidades, tantas quantas forem as suas reencarnações. A individualidade é o Espírito, a personalidade é a pessoa, e esta só tem uma reencarnação, ou uma vida terrena, como queiram. Depois desta ela desaparece, dá lugar a outra, restando de lembrança o que fez e o que deixou de fazer. Quem fala, quem realiza, em essência, portanto, é a individualidade, não a personalidade..

► Espíritas invigilantes dizem: fulano deu sorte na vida ou deu azar.

Tais palavras inexistem no vocabulário espírita, na “gramática espírita”, estão banidas de nosso linguajar. Existe é mérito ou demérito. Não fora assim Deus estaria ajudando uns em detrimento de outros, conseqüentemente sendo injusto. Ele não o é, repetimos.

► Pessoas espíritas dizem que recebem mais do que merecem. Ora, tudo que recebemos vem de Deus, e se Ele dá mais a um do que a outro, logicamente está sendo injusto. E quem já viu Deus agir injustamente? Só temos o que merecemos, nem mais, nem menos.

► Espírita não se deve dizer que têm orgulho de ser isto ou aquilo, que se orgulha de seu filho está nesta ou naquela posição de destaque, de haver nascido em tal lugar, etc.

Meu Deus, é a exaltação do orgulho!

▬ Os Espíritos Orientadores não afirmam que o orgulho deve ser combatido e que deve ser exaltada a humildade?
▬ O orgulho não deriva do egoísmo?
▬ Orgulho não é o oposto de humildade?
▬ Como, então, vamos ter orgulho disto ou daquilo?

Jesus não mostrou que bem aventurados são os pobres de espírito, e estes não são os simples, os humildes como se encontra em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. VII, item 7? No item 8, deste mesmo capítulo, encontramos o Espírito Lacordaire afirmar enfaticamente que ”O orgulho é o terrível inimigo da humildade”.

▬ Como é que vamos conviver com tal inimigo, usando-o para exaltar algo que julgamos meritório?

► Queremos aproveitar a ocasião para sugerir aos expositores e escritores o cuidado ao fazer determinadas citações doutrinárias como se estivessem num livro quando estão em outro, afirmam constar no Evangelho quando não estão, foram pronunciadas por fulano quando foram por sicrano, etc.

Por exemplo: Jesus disse: “Fora da caridade não há salvação”. Foi Kardec. Kardec disse: ▬ “O Espiritismo será o que dele fizerem os espíritas”. Foi Léon Denis. Jesus disse: ▬ “O amor cobre uma multidão de pecados”. Foi Pedro. E vai por aí...

► Incomoda-nos, sobremaneira, quando um orador, ou dirigente de reunião espírita inicia suas tarefas na tribuna cumprimentando os presentes com bom dia, boa tarde ou boa noite. Isto não consta em nenhum livro doutrinário espírita e muito menos na boca dos grandes oradores que ocupam as nossas tribunas.

A verdade é que se aprende muito observando como agem os que se situam em nível superior. Saudemos o público em nome de Jesus, desejando a todos a Sua paz, rogando a Sua benção. Crie cada um a sua maneira de saudar o público. Já imaginaram se Divaldo Franco, ao iniciar sua oratória, cumprimentasse com um “boa noite” e um público de mil, duas mil pessoas respondesse BOA NOITE?

▬ Como ficaria este ambiente espiritual?
▬ Harmonizado?

▬ Ideal para o atendimento a encarnado e desencarnado que naquele ambiente se juntam? ▬ Essa desarmonia não afetaria o próprio orador?

► Aplaudir oradores ainda existe nos centros espíritas, infelizmente.

Uma “linguagem ruidosa” equivocada, para se dizer que o orador agradou. Que se aproximem dos que usam da palavra e digam-lhe baixinho “gostei de sua palestra”, “você esteve muito bem” e pronto, elogiou-se o orador.

Tribuna espírita não é palco, nem orador espírita algum é artista. Certos hábitos mundanos adquiridos são difíceis de serem extintos, é uma verdade. Há necessidade, urgente, de se estudar semanalmente, nos Centros Espíritas, o livro “Conduta Espírita”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, edição FEB. Vai fazer um bem inestimável para muita gente.

► Conversas, disse-me-disse, troca de beijinhos, cumprimentos com acenos, etc antes de começar a reunião ou depois desta é profundamente desarmonizante, deselegante, ante doutrinário, algo perturbador dentro de um Centro Espírita bem dirigido.

Centro Espírita, dentro da “gramática espírita” não é clube social. É uma Casa de Oração.

► Desculpem nosso senso crítico, mas o exposto, isto é, o apelo ao uso correto da linguagem espírita, dos nossos hábitos e do nosso comportamento devem, precisam ser melhor analisados, apreciados e vivenciados. Outras falhas existem, claro, e como!! Mas comecemos pela correção e anulação destas. É um passo, os outros virão depois.

Adésio Alves Machado.
Artigo reproduzido com autorização do autor.

Artigo publicado em (Forum Espírita) e enviado através de e-mail.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mensagem aos Espíritas






Eurípedes Barsanulfo.
Divaldo Franco.

Todo conhecimento superior que se adquire visa ao desenvolvimento moral e espiritual do ser. No que diz respeito às conquistas imortais, a responsabilidade cresce na razão direta daquilo que se assimila. Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade.

A consciência esclarecida, portanto, não se pode omitir quando convidada ao serviço de libertação da ignorância de outras em aturdimento. Somos células pulsantes do organismo universal, e quando alguém está enfermo, debilitado, detido no cárcere do desconhecimento, o seu estado se reflete no conjunto solicitando cooperação.

Jesus é o exemplo dessa solidariedade, porque jamais se escusou, nunca se deteve, avançando sempre e convidando todos aqueles que permaneciam na retaguarda para segui-Lo. Esse é o compromisso do ser inteligente na Terra e no Espaço: socorrer em nome do amor os irmãos que se detêm ergastulados no erro, no desconhecimento, na dor...

A Humanidade, desde priscas Eras, tem recebido a iluminação que verte do Alto. Nunca faltaram os missionários do Bem e da Verdade conclamando à ascensão, à superação das imperfeições morais. Em época alguma e em lugar nenhum deixou de brilhar a chama da esperança em nome de Nosso Pai, que enviou os Seus apóstolos ao Planeta, a fim de que todas as criaturas tivessem as mesmas chances de auto-realização e de crescimento interior. Todos eles, os nobres Mensageiros da Luz, desempenharam as suas atividades em elevados climas de enobrecimento e de abnegação, que deles fizeram líderes do pensamento de cada povo, de todos os povos.

Foi, no entanto, Jesus, quem melhor se doou à Humanidade, ensinando pelo exemplo e dedicação até à morte, e oferecendo carinho até hoje, aguardando com paciência infinita que as Suas ovelhas retornem ao aprisco. Apesar das Suas magníficas lições, o ser humano alterou o rumo da Sua proposta de lídima fraternidade, promovendo guerras de extermínio, elaborando castas separatistas, elegendo ilusões para a conquista do reino terrestre...

Sabendo, por antecipação, dessa peculiaridade da alma humana, o Mestre prometeu o Consolador que viria para erguer em definitivo os combalidos na luta, permanecendo com as criaturas até o fim dos tempos...

E o Consolador veio. Ao ser apresentado no Espiritismo, surgiram incontáveis possibilidades de edificação humana, pelo fato de a Doutrina abarcar os vários segmentos complexos e profundos da Ciência, da Filosofia e da Religião, contribuindo em todas as áreas do conhecimento e da emoção para o desenvolvimento dos valores eternos e a conseqüente consolidação do reino de Deus na Terra. Expandindo-se a Codificação kardequiana, as multidões esfaimadas de paz e atormentadas por vários fatores, acercaram-se e continuam abeberando-se na fonte generosa e rica, para serem atendidas, sorvendo os seus sábios ensinamentos.

Quando, porém, deveriam estar modificados os rumos convencionais e estabelecidos a fraternidade, a solidariedade, a tolerância, o trabalho de amor na família que se expande, começam a surgir desavenças, ressentimentos, conflitos, campanhas de perturbação e ataques grosseiros, repetindo-se as infelizes disputas geradas pelo egoísmo e pela vã cegueira das paixões dissolventes, conforme ocorreu no passado com o Cristianismo, destruindo a sementeira ainda não concluída e ameaçando a ceifa que prometia bênçãos.



Espíritos uns, possuídos pelo desejo de servir, mergulham no corpo conduzindo expectativas felizes para ampliar os horizontes do trabalho digno, mas vítimas de si mesmos e do seu passado sombrio, restabelecem as vinculações enfermiças, tombando nas malhas bem urdidas de obsessões cruéis, vitimados e perdidos...

Outros mais, que deveriam ser as pontes luminosas para o intercâmbio entre as duas esferas vibratórias, açodados na inferioridade moral, comprometem-se com os vícios dominantes no mundo e desertam das tarefas redentoras...

Diversos outros ainda, preparados para divulgar o pensamento libertador, deixam-se vencer pelo bafio do egoísmo e do orgulho que deveriam combater, tornando-se elementos perturbadores, devorados pela ira fácil e dominados pela presunção geradora de ressentimentos e de ódios... A paisagem, que deveria apresentar-se irisada pela luz do amor, torna-se sombreada pelos vapores da soberba e do despautério, tornando-se palco de disputas vis e de promoções doentias do personalismo, longe das seguras diretrizes do legítimo pensamento espírita...

▬  Que estão fazendo aqueles que se comprometeram amar, ajudar-se reciprocamente, fornecendo as certezas da imortalidade do Espírito e da Justiça Divina?

Enleados pelos vigorosos fios da soberba e da presunção, crêem-se especiais e dotados com poderes de a tudo e a todos agredir e malsinar. Como conseqüência dessa atitude enferma estão desencarnando muito mal, incontáveis trabalhadores das lides espíritas que, ao inverso, deveriam estar em condições felizes.

O retorno de expressivo número deles ao Grande Lar tem sido doloroso e angustiante, conforme constatamos nas experiências vivenciadas em nossa Esfera de atividade fraternal e caridosa... O silêncio em torno da questão já não é mais possível. Por essa razão, anuímos que sejam trombeteadas as informações em torno da desencarnação atormentada de muitos servidores da Era Nova em direção aos demais combatentes que se encontram no mundo, para que se dêem conta de que desencarnar é desvestir-se da carne, libertar-se dela e das suas vinculações, porém, é realidade totalmente diversa e de mais difícil realização.

Felizmente nos confortam o testemunho de inúmeros heróis do trabalho, os permanentes exemplificadores da caridade, a constância no bem pelos vanguardeiros do serviço dignificante, os ativos operários da mediunidade enobrecida e dedicada ao socorro espiritual, os incansáveis divulgadores da verdade sem jaça e sem prepotência que continuam no ministério abraçado em perfeita sintonia com as Esferas Elevadas de onde procedem.

Quem assume compromisso com Jesus através da Revelação Espírita, não se pode permitir o luxo de O abandonar na curva do caminho, e seguir a sós, soberbo quão dominador, porque a morte o aguarda no próximo trecho da viagem e o surpreenderá conforme se encontra, e não, como se dará conta do quanto deveria estar melhor mais tarde.

A transitoriedade da indumentária física é convite à reflexão em torno dos objetivos essenciais da vida que, a cada momento, altera o rumo do viajante de acordo com o comportamento a que se entrega. Ninguém se iluda, nem tampouco iluda aos demais. A consciência, por mais se demore anestesiada, sempre desperta com rigor, convidando o ser ao ajustamento moral e à regularização dos equívocos deixados no trajeto percorrido.

Todos quantos aqui nos encontramos reunidos, conhecemos a dificuldade do trânsito físico, porque já o vivenciamos diversas vezes, e ainda o temos vivo na memória e nos testemunhos a que fomos convocados. Ninguém esteve na Terra em regime de exceção. Apesar disso, bendizemos as dificuldades e as provas que nos estimularam ao avanço e à conquista da paz.

Provavelmente, estas informações, quando forem conhecidas por muitos correligionários, serão contraditadas e mesmo combatidas. Nunca faltam aqueles que se entregam à zombaria e à aguerrida oposição. Os seus estímulos funcionam melhor quando estão contra algo ou alguém. Não nos preocupamos com isso. Cumpre-nos, porém, o dever de informar com segurança, e o fazemos com o pensamento e a emoção direcionados para a Verdade.

Como os reencarnados de hoje serão os desencarnados de amanhã, e certamente o inverso acontecerá, os companheiros terrestres constatarão e se cientificarão de visu. Jamais nos cansaremos de amar e de servir, tentando seguir as luminosas pegadas de Jesus, que nos assinalou com sabedoria: Muitos serão chamados e poucos serão escolhidos. Sem a pretensão de sermos escolhidos, por enquanto apenas pretendemos atender-Lhe ao sublime chamado para o Seu serviço entre as criaturas humanas de ambos os planos da vida.

E Eurípedes Barsanulfo encerra sua mensagem aos espíritas com esta emocionante prece:

quinta-feira, 15 de julho de 2010

2º)Doenças Psicossomáticas, por Joanna de Ângelis -2/2





O intercâmbio de correntes vibratórias (mente-corpo, perispírito-emoções, pensamentos-matéria) é ininterrupto, atendendo aos imperativos da vontade, que os direciona conforme seus conflitos ou aspirações.

Idéias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos auto-purificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestões, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã – geradora da ansiedade – do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.

O desamor pessoal, os complexos de inferioridade, as mágoas sustentadas pela autopiedade, as contrariedades que resultam dos temperamentos fortes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas(feminino), da próstata, taquicardia, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais, etc.

Impetuosidade, violência, queixas sistemáticas, desejos insaciáveis respondem por derrames cerebrais, estados neuróticos, psicoses de perseguição, etc..

O homem é o que acalenta no íntimo. Sua vida mental expressa-se na organização emocional e física, dando surgimento aos estados de equilíbrio como de desarmonia pelos quais se movimenta.

A conscientização da responsabilidade imprime-lhe destino feliz, pelo fato de poder compreender a transitoriedade do percurso carnal, com os olhos fitos na imortabilidade de onde procede, em que se encontra e para a qual ruma. Ninguém jamais sai da vida.

Adequando-se à saúde e à harmonia, o pensamento, a mente, o corpo, o perispírito, a matéria e as emoções receberão as cargas vibratórias benfazejas, favorecendo-se com a disposição para os empreendimentos idealistas, libertários e grandiosos, que podem ser conseguidos na Terra graças às dádivas da reencarnação.

Assim, portanto, cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixas, face ao princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação.

Jesus referiu-se ao fato, sintetizando, magistralmente, a Sua receita de felicidade, no seguinte pensamento: – A cada um será dado segundo as suas obras.

Assim, portanto, como se semeia, da mesma forma se colherá.

Por Joanna de Ângelis e Divaldo Franco;
Livro Autodescobrimento (Ed. LEAL)

1º)Doenças Psicossomáticas, por Joanna de Ângelis - 2/1




O espírito Joanna de Ângelis nos fala sobre as doenças psicossomáticas e o importantíssimo papel da mente na saúde:

O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros. Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificadas, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram. Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.

Determinadas emoções fortes – medo, cólera, agressividade, ciúme – provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às grândulas supra-renais. Por sua vez, essa ação emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte contração muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida.

A repetição do fenômeno provoca várias doenças como a diabetes, a artrite, a hipertensão, etc., assim, cada enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual correspondente. Em razão da desarmonia entre o Espírito e a matéria, a mente e o perispírito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos de energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e bactérias, que neles se instalam.

Conscientizar-se desta realidade é despertar para valores ocultos que, não interpretados, continuam produzindo desequilíbrios e somatizando doenças, como mecanismos degenerativos na organização somática.

Por outro lado, os impulsos primitivos do corpo, não disciplinados, provocam estados ansiosos ou depressivos, sensação de inutilidade, receios ou inquietações que se expressam ciclicamente, e que a longo prazo se transformam em neuroses, psicoses, perturbações mentais. A harmonia entre Espírito e a matéria deve viger a favor do equilíbrio do ser, que desperta para as atribuições e finalidades elevadas da vida, dando rumo correto e edificante à sua reencarnação.

As enfermidades, sobre outro aspecto, podem ser consideradas como processos de purificação, especialmente aquelas de grande porte, as que se alongam quase que indefinidamente, tornando-se mecanismos de sublimação das energias grosseiras que constituem o ser nas suas fases iniciais da evolução.

É imprescindível um constante renascer do indivíduo, pelo renovar da sua consciência, aprofundando-se no autodescobrimento, a fim de mais seguramente identificar-se com a realidade e absorvê-la. Esse autodescobrimento faculta uma tranqüila avaliação do que ele é, e de como está, oferecendo os meios para torná-lo melhor, alcançando assim o destino que o aguarda.

De imediato, apresenta-se a necessidade de levar em conta a escala de valores existenciais, a fim de discernir quais aqueles que merecem primazia e os que são secundários, de modo a aplicar o tempo com sabedoria e conseguir resultados favoráveis na construção do futuro.

Essa seleção de objetivos dilui a ilusão – miragem perturbadora elaborada pelo ego – e estimula o emergir do Si, que rompe as camadas do inconsciente (ignorância da sua existência) para assumir o comando das suas aspirações.

Podemos dizer que o ser, a partir desse momento, passa a criar-se a si mesmo de forma lúcida, desde que, por automatismo, ele o faz através de mecanismos atávicos da Lei de evolução.

A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do ser espiritual, na reencarnação. Assim sendo, as forças vivas da mente estão sempre construindo, recompondo, perturbando ou bombardeando os campos organo-genéticos responsáveis pela geratriz dos caracteres físicos e psicológicos, bem como sobre os núcleos celulares de onde procedem os órgãos e a preservação das formas.

Quanto mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas. Há exceções, no entanto, que decorrem de livre opção pessoal, com finalidades específicas nas paisagens da sua evolução.

O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-se em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.

Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes, disparados desatrelam as células dos seus automatismos, degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.

Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Visão Espírita sobre a pílula do dia seguinte





A pílula do dia seguinte chegou há oito anos às famácias brasileiras - e em 2004 começou a ser distribuída na rede pública. Trata-se de uma cartela de dois comprimidos com hormônios que têm a missão de dificultar a fecundação e, conseqüentemente, a gravidez. Bem antes disso, ginecologistas já receitavam combinações de anticoncepcionais com efeito idêntico às clientes inseguras com as conseqüências de uma relação sexual sem proteção ou marcada por incidentes como o estouro da camisinha.

O medicamento torna mais lenta a movimentação das trompas, dificultando o percurso do óvulo e o seu encontro com o espermatozóide, momento em que se dá a fecundação. Além disso, acelera o crescimento do endométrio, a camada que reveste o útero, antecipando a menstruação e impedindo a implantação do óvulo. De acordo com especialistas, o medicamento não funciona em cerca de 15% dos casos e as chances de funcionar são maiores se a pílula for tomada até 12 horas após a relação sexual.

De acordo com pesquisa realizada pela ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente de São Paulo, houve um aumento de 80% no uso do remédio em três anos. O estudo foi feito com 178 garotas com menos de 20 anos. Um dado preocupante do estudo aponta que as garotas estão preocupadas em evitar a gravidez indesejada, mas, ao mesmo tempo, não estão tomando as devidas precauções para que isso não aconteça, tais como o uso de anticoncepcionais e preservativos. 60% das jovens que recorreram à pílula do dia seguinte fizeram sexo sem preservativo e não estavam usando nenhum outro método anticoncepcional.

A PÍLULA É ABORTIVA?

"Não entendi o motivo da condenação da pílula do dia seguinte, uma vez que a concepção se dá mais ou menos 72 horas após a relação sexual e a pílula, para ter eficácia tem que ser tomada até 12 horas após a relação, ou seja, não houve concepção. Logo, não é abortiva." Este questionamento foi enviado por uma leitora do periódico espírita "Luz do Evangelho", de Curitiba/PR. Eurípedes Kühl, médium psicógrafo e escritor espírita, autor dos livros “Genética e Espiritismo” e “Genética...Além da Biologia”, para responder a questão, procurou o Centro de Reprodução de Ribeirão Preto/SP, reconhecido nacionalmente pelo consagrado trabalho em Reprodução Humana.

Das informações prestadas pelo Centro, não há certeza entre cientistas-biólogos de todo o mundo de que a fecundação ocorre por volta de 72 horas após a relação sexual. Além disso, o tempo de percurso do espermatozóide para o encontro com o óvulo é indefinido, uma vez que devem ser considerados fatores como a motilidade variável do espermatozóide em razão da sua qualidade, a permanência ativa do espermatozóide no ambiente feminino por até 7 dias e, principalmente, a "disponibilidade" do óvulo. Havendo óvulo à disposição, a fecundação pode ocorrer bem antes de decorridas 24 horas do ato sexual. Não havendo óvulo ou ele estando ainda em movimentação do ovário para o útero, a fecundação pode demorar dias para ocorrer, dependendo de quando o óvulo será encontrado pelos espermatozóides.

Ciente disso, pode-se afirmar que as pílulas de emergência têm duas funções, dependendo da época do ciclo em que a mulher se encontrar. Caso a ovulação ainda não tenha ocorrido, ela funciona como um anovulatório, ou seja, age de forma semelhante aos anticoncepcionais. Impedida a próxima ovulação, a possibilidade de gravidez está descartada. Caso a mulher já tenha ovulado e este óvulo chega a ser fecundado pelo espermatozóide, o remédio então age impedindo a implantação do óvulo fecundado no útero.

Neste ponto começa a polêmica científica. Para alguns estudiosos, a vida começa a partir do encontro entre óvulo e espermatozóide. Neste caso, a pílula seria considerada abortiva. Uma grande parte dos cientistas, no entanto, fazem uma distinção entre fecundação e gravidez, alegando que só existe gravidez depois que houve a implantação do óvulo fecundado no útero. Para estes, a pílula do dia seguinte não parece ser capaz de interromper o processo de implantação do óvulo fecundado, mas mesmo que o medicamento tenha essa ação, tais cientistas afirmam que não haver aborto, uma vez que não houve gravidez. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez tem início após a implantação do óvulo fecundado no útero.

Do ponto de vista espírita, não há informações da espiritualidade especificamente sobre o assunto, uma vez que, à época da Codificação, este não era um tema presente nos círculos acadêmicos. No entanto, com base nos ensinamentos gerais emanados do Plano Maior, particularmente em "O Livro dos Espíritos" e nas obras de André Luiz, com destaque ao livro "Missionários da Luz", que dedica um capítulo inteiro sobre a magnitude da fecundação, podemos depreender que a ligação do Espírito com o novo corpo físico se dá no preciso momento da fecundação.

Como vimos, nem mesmo a ciência consegue precisar quando que a fecundação ocorre: se horas ou dias após a relação sexual. Portanto, o bom senso com que o estudo da Doutrina Espírita amplia nossa compreensão recomenda que jamais se deve arriscar: prudente será evitar o consumo da pílula, uma vez consumada a relação, para que mulheres e homens não sejam solidários com ato contra a vida humana.

Fraternidade Irmã Celina - Equipe do Pinga-Fogo

Muita paz.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Deixe a água da sabedoria jorrar em seu ser






Deixe a água da sabedoria jorrar em seu ser,lavando curando e regenerando e purificando,pois aquele que bebeu da água da fonte jamais será o mesmo, pois foi curado regenerado e renasceu das águas do espírito.


Muito obrigado a todos e muita luz em vosso dia.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Bonecas de Crochê

Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos.
Eles tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo.
Não havia segredos entre eles, com exceção de uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato.
Um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria.
Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher.
Ela concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa.
Quando ele abriu a tal caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.

PRECE:

Senhor, dai-me sabedoria para entender meu marido,
amor para perdoá-lo e
paciência para aturá-lo,
Porque se eu pedir força, eu bato nele até matar...
E eu não sei fazer crochê...Amém!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Receitas Para Alma





Do livro:
Receitas para a Alma
Ermance Dufaux
Wanderley Oliveira

1. ANTÍDOTOS EFICAZES

    “E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.”

    Mateus, 13:3

Irritação? Respire calma e profundamente e recolha-se ao silêncio.

Aborrecimentos? Mantenha a mente ocupada e cultive a esperança.

Dor? Ampare-se na oração e procure cuidar das raízes de seus incômodos.

Desânimo? Repouse o necessário para que depois possa trabalhar um tanto mais.

Enfermidade? Aceite-a sem queixas, estabelecendo com ela um clima pacífico.

Aflição? Procure Deus e suplique-lhe, equilibradamente, o socorro de que precisa.

No reino da alma, semelhantes antídotos são forças revigorantes no resgate da própria paz. São sementes que plantamos, cujos frutos serão fontes de reabastecimento e estímulo para a caminhada diária.

O semeador semeia e a vida contribui com suas leis generosas desenvolvendo-lhe uma colheita justa e misericordiosa em favor da leira do progresso.

DIVALDO FRANCO FALA SOBRE INFÂNCIA, FELICIDADE E FÉ









27/04/2010

Aos quatro anos de idade, “Di’’ brincava na sala de casa, quando uma senhora desconhecida entrou e pediu que chamasse sua mãe.
O menino chamou. A mãe, Ana, apareceu, mas, como não viu qualquer outra pessoa na sala, reclamou com o filho e voltou a se debruçar sobre o que fazia. Era década de 30 e, o cenário, Feira de Santana, na Bahia. Ao contrário da mãe, Divaldo Pereira Franco enxergava e ouvia com toda a clareza a visita.
 “Di, diga a Ana que eu sou sua avó, Maria Senhorinha’’. À época, criança, ele não sabia o que era avó, nem que a partir dali embarcaria no mundo da mediunidade, aquele em que, segundo os espíritas, algumas pessoas podem servir de intermediárias entre os vivos e os espíritos dos mortos.
“Tudo sempre foi muito natural para mim’’, diz, hoje, aos 82 anos, e tido como o maior difusor mundial do Espiritismo. Na entrevista a seguir ele fala de sua infância, da felicidade e tragédias. Confira.

E o que é felicidade?
A felicidade é a perfeita identificação entre o que parecemos e o que somos. Nossa proposta é: seja você mesmo. Nada obstante, para viver em sociedade dissimule os seus problemas. Porque a sociedade não te pode resolver. Nem seria lícito que nós exteriorizássemos nossos problemas a pretexto de ser leais com o grupo social. Mas a felicidade vem da harmonia interior do indivíduo perante a vida.


Como se busca a felicidade?

A busca da felicidade é um trabalho interior de transformação moral e de renovação emocional. Todos nós temos defeitos, que são problemas da nossa evolução antropológica. As heranças do instinto, agressividade, violência, o orgulho, o desejo de posse, a supremacia e as outras emoções perturbadoras como o medo e o ciúme. A busca da felicidade dá-se através da nossa mudança interior, cada dia lutando para sermos melhores que no dia anterior.

É uma busca difícil?

Não, não. Porque é uma questão de hábito. Não pode haver nada mais difícil do que falar, do que andar, do que cantar, do que exercer qualquer atividade cultural. Através do treinamento aquilo se torna tão natural que se incorpora a nossa vida. Daí dizer que os hábitos são uma segunda natureza. Se nós conseguirmos realizar um esforço moral para algumas mudanças estaremos numa situação de muita harmonia.


Para pessoas que passam por grandes tragédias, como a que ocorreu no Haiti, ou em Angra dos Reis, no Brasil, ainda é possível encontrar felicidade?

Sim, e nós temos exemplos no mundo inteiro. Naturalmente as pessoas emocionalmente mais débeis sentem-se destroçadas e se não receberem ajuda psicológica específica não saem da depressão, do desencanto nem do pessimismo. Mas, pode observar, há grandes vidas assinaladas por muitas tragédias, por doenças terríveis, e o indivíduo consegue superar. Determinados atletas mundiais, por exemplo, foram vítimas de paralisia, outros tiveram deficiência, outros tiveram lar muito modesto, mas esforçaram-se e conseguiram a meta que perseguiam.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

AMPARO-MIRAMEZ








Amparo

Ampara vosso irmão e assim constrói teu próprio destino alicerçado em bases sólidas de amor e bom exemplo.

Seja prudente em vossas atitudes, procura inspiração no momento de prece, rogue a luz divina orientação para sua vida é caminho, não haja por conta própria, mas atue de acordo com a vontade do pai que habita todos os seres, procura a sintonia com os irmãos de elevada vibração, obreiros incessantes do auxílio divino, seja reto, seja austero, simples e veras a estrada da orientação de Deus surgir a tua frente, conduzindo-o para as obras divinas, que edificam vosso ser através do servir com amor e desprendimento.

Seja um semeador de esperança de boas obras e através do seu exemplo o convite para muitos se juntarem as fileiras do bem do amor incondicional. Ampara a você mesmo a cada dia com uma prece carregada de amor e abnegação e veras florir um jardim de rosas de amparo e amor a todos que necessitarem.

AUTOR: MIRAMEZ
PSICOGRAFADO POR: JEFFERSON LOUIS GOMES
DIA: 20-03-2010.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O CENTRO

 Caros amigos, encontrei este Artigo extraído do livro "O Centro Espírita" - 4ª Edição - Maio - 1992. muito interessante por sinal, e gostaria de compartilhar com os queridos amigos e saber suas respectivas opiniões sobre o questão.

O Centro Espírita

Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente a sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Terra. Temos no Brasil – e isso é um consenso universal – o maior, mais ativo e produtivo movimento espírita do planeta. A expansão do Espiritismo em nossa terra é incessante e prossegue em ritmo acelerado. Mas o que fazemos, em todo este vasto continente espírita, é um esforço imenso de igrejificar o Espiritismo, de emparelhá-lo com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda parte núcleos místicos e, portanto fanáticos, desligados da realidade imediata. Dizia o Dr. Souza Ribeiro, de Campinas, nos últimos tempos de sua vida de lutas espíritas: “Não compareço a reuniões de espíritas rezadores!”. E tinha razão, porque nessas reuniões ele só encontrava a turba dos pedintes, suplicando ao Céu ajuda. Ninguém estava ali para aprender a Doutrina, para romper a malha de teias de aranha do igrejismo piedoso e choramingas. A domesticação católica e protestante criara em nossa gente uma mentalidade de rebanho. O Centro Espírita tornou-se uma espécie de sacristia leiga em que padres e madres ignorantes indicavam aos pedintes o caminho do Céu. A caridade esmoler, fácil e barata, substituiu as gordas e faustosas doações à igreja. Deus barateara a entrada do Céu, e até mesmo os intelectuais que se aproximam do Espiritismo e que tem o senso crítico, se transformam em penitentes. Associações espíritas, promissoramente organizadas, logo se transformam em grupos de rezadores pedinchões. O carimbo da igreja marcou fundo à nossa mentalidade em penúria. Mais do que a subnutrição do povo, com seu cortejo trágico de endemias devastadoras, o igrejismo salvacionista depauperou a inteligência popular, com seu cortejo de carreirismo político-religioso, idolatria mediúnica, misticismo larvar, o que é pior, aparecimento de uma classe dirigente de supostos missionários e mestres farisaicos, estufados de vaidade e arrogância. São os guardiões dos apriscos do templo, instruídos para rejeitar os animais sacrificiais impuros, exigindo dos beatos a compra de oferendas puras nos apriscos sacerdotais. Essa tendência mística popular, carregada de superstições seculares, favorece a proliferação de pregadores santificados, padres vieiras sem estalo, tribunos de voz empostada e gesticulação ensaiada. Toda essa carga morta esmaga o nosso movimento doutrinário e abrem as suas portas para a infestação do sincretismo religioso afro-brasileiro, em que os deuses ingênuos da selva africana e das nossas selvas superam e absorvem os antigos e cansados deuses cristãos. Não no clima para o desenvolvimento da Cultura Espírita. As grandes instituições Espíritas Brasileiras e as Federações Estaduais investem-se por vontade própria de autoridade que não possuem nem podem possuir, marcadas que estão por desvios doutrinários graves, como no caso do roustainguismo da FEB e das pretensões retrógradas de grupelhos ignorantes de adulteradores. Teve razões de sobra André Dumas, do Espiritismo Francês, em denunciar recentemente, em entrevista à revista Manchete, a situação caótica e na verdade antiespírita do Movimento Espírita Brasileiro. A domesticação clerical dos espíritas ameaça desfibrar todo o nosso povo, que por sua formação igrejeira tende a um tipo de alienação esquizofrênica que o Espiritismo sempre combateu, desde a proclamação da fé racional por Kardec, contra a fé cega e incoerente, submissa e farisaica das pregações igrejeiras.

Jesus ensinou a orar e vigiar, recomendou o amor e a bondade, pregou a humildade, mas jamais aconselhou a viver de orações e lamúrias, santidade fingida, disfarçada em vãs aparências de humildade, que são sempre desmentidas pelas ambições e a arrogância incontroláveis do homem terreno. Para restabelecermos a verdade espírita entre nós e reconduzirmos o nosso movimento a uma posição doutrinária digna e coerente, é preciso compreender que a Doutrina Espírita é um chamado viril à dignidade humana, à consciência do homem para deveres e compromissos no plano social e no plano espiritual, ambos conjugados em face das exigências da lei superior da Evolução Humana. Só nos aproximaremos da Angelitude, o plano superior da Espiritualidade, depois de nos havermos tornado Homens.


 José Herculano Pires

 Os espíritas atuais, na sua maioria, tanto no Brasil como no mundo, não compreenderam ainda que estão num ponto intermediário da filogênese da divindade. Superando os reinos inferiores da Natureza, segundo o esquema poético de Léon Denis, na seqüência divinamente fatal de Kardec: mineral, vegetal, animal e homem, temos o ponto neutro de gravidade entre duas esferas celestes, e esse ponto é o que chamamos ESPÍRITA. As visões fragmentárias da Realidade se fundem dialeticamente na concepção monista preparada pelo monoteísmo. Liberto, no ponto neutro, da poderosa reação da Terra, o espírita está em condições de se elevar ao plano angélico. Mas estar em condições é uma coisa, e dar esse passo para a divindade é outra coisa. Isso depende do grau de sua compreensão doutrinária e da sua vontade real e profunda, que afeta toda a sua estrutura individual. Por isso mesmo, surge então o perigo da estagnação no misticismo, plano ilusório da falsa divindade, que produz as almas viajoras de Plotino, que nada mais são do que os espíritos errantes de Kardec. Essas almas se projetam no plano da Angelitude, mas não conseguem permanecer nele, cedendo de novo à atração terrena da encarnação. Muitas vezes repetem a tentativa, permanecendo errantes entre as hipóstases do Céu e da Terra. Plotino viu essa realidade na sua intuição filosófica e na sua vidência platônica. Mas Kardec a verificou em suas pesquisas espíritas, escudadas na observação racional dos fatos. Apoiado na Razão, essa bússola do Real, ele nos livrara dos psicotrópicos do misticismo, oferecendo-nos a verdade exata da Doutrina Espírita. Nela temos a orientação precisa e segura dos planos ou hipóstases superiores, sem o perigo dos ciclos muitas vezes repetidos do chamado Círculo Vicioso das Reencarnações, que os ignorantes pretendem opor à realidade incontestável da reencarnação. Pois se existe esse círculo vicioso, é isso bastante para provar o processo reencarnatório. O vício não está no processo, mas na precipitação dos homens e dos espíritos não devidamente amadurecidos, que tentam forçar a Porta do Céu.

Se no Brasil sofremos os prejuízos do religiosismo ingênuo de nossa formação cultural, na França e nos demais países europeus – segundo as próprias declarações de André Dumas – o prejuízo provém de um cientificismo pretensioso, que despreza a tradição francesa da pesquisa cientifica espírita, procurando substitui-la pelas pesquisas e interpretações parapsicológicas. Esse menosprezo pedante pelo trabalho modelar de Kardec levou o próprio Dumas a desrespeitar a tradição secular da Revue Spirite, transformando-a num simulacro de revista cientifica do Ano 2000. As pesquisas da Parapsicologia seguiram o esquema de Kardec e foram cobrindo no tempo, sucessivamente, todas as conquistas do sábio francês. Pegada por pegada, Rhine e seus companheiros cobriram o rastro cientifico de Kardec. O mesmo já acontecera com Richet na Metapsiquica, com Crookes e Zollner e todos os demais. Toda a pesquisa psíquica honesta é válida, nesse campo, até mesmo a dos materialistas russos atuais ficaram presas ao esquema de Kardec, o que prova a validade irrevogável desta. Começando pela observação dos fenômenos físicos, todas as Ciências Psíquicas, nascidas do Espiritismo fizeram a trajetória fatal traçada pelo gênio de Kardec e chegaram as suas mesmas conclusões. As discordâncias interpretativas foram sempre marcadas indelevelmente pelos preconceitos e as precipitações da advertência de Descartes no Discurso do Método e pela sujeição aos interesses das igrejas, como Kardec já assinalara em seu tempo. A questão da terminologia é puramente supérflua, e como dissera Kardec, serve apenas para provar a leviandade do espírito humano, mesmo dos sábios, sempre mais apegado à forma que ao fundo do problema.

No Espiritismo o quadro fenomênico foi dividido por Kardec em duas seções: Fenômenos Físicos e Fenômenos Inteligentes. Na Metapsíquica, Richet apresentou o esquema de Metapsíquca objetiva e Metapsíquica subjetiva. Na Parapsicologia os fenômenos espíritas passaram a chamar-se Fenômenos Psi, com a divisão de Psicapa (objetivos) e Psigama (subjetivos). Quanto aos métodos de pesquisa, Crookes e Richet ativeram-se à metodologia cientifica da época, e Rhine limitou-se a passar dos métodos qualitativos para os quantitativos, inventando aparelhagens apropriadas aos processos tecnológicos atuais, apelando à estatística como forma de controle e comprovação dos resultados, o que simplesmente corresponde às exigências atuais nas Ciências. Kardec teve a vantagem de haver acentuado enfaticamente a necessidade de adequação do método ao objeto especifico da pesquisa. O próprio método hipnótico de regressão da memória, para as pesquisas da reencarnação, aplicado por Albert De Rochas do século passado, foi aproveitado pelo Prof. Vladimir Raikov. Na Romênia, o preconceito quanto ao Espiritismo gerou uma nova denominação para a Parapsicologia: Psicotrônica. Com esse nome rebarbativo, os materialistas romenos pretendem exorcizar os perigos de um renascimento espírita em seu país.

Todos esses fatos nos mostram que a Doutrina Espírita não chegou ainda a ser conhecida pelos seus próprios adeptos em todo o mundo. Integrado no processo doutrinário de trabalho e desenvolvimento, o Centro Espírita carecia até agora de um estudo sobre as suas origens, o seu sentido e a sua significação no panorama cultural do nosso tempo. É o que procuramos fazer neste artigo, com as nossas deficiências, mas na esperança de que outros estudiosos procurem completar o nosso esforço. Lembrando o Apóstolo Paulo, podemos dizer que os espíritas estão no momento exato em que precisam desmamar das cabras celestes para se alimentarem de alimentos sólidos. Os que desejam atualizar a Doutrina, devem antes cuidar de se atualizarem nela.
                                                                                             José Herculano Pires

Muita paz!!!



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ISTO QUE VÊS NÃO É VÓS

Em relação ao Titulo, lanço um parecer, quando olha-te no espelho ou simples repara o teu corpo, isto que ves não é você, é um efeito mais grosseiro, mas não é vós, pois perecerá e nós nunca expiaremos.

Então vamos ao assunto.

HORMONIOS E NOSSA INDOLE

Fora lançada uma teoria e foi confirmada, e tal teoria tem embasamento medicinal, biologico e se funda nas funcionalidade dos hormonios, tais como as maré dos hormonios,a baixa...

Nesta teoria (não lembro-me do nome do médico), afirma-se que somos sujeitos às variações dos hormonios da mesma forma que os liquidos são sujeitos à atração da Lua.

O Homem (reacapitulando) possui TESTOSTERONA, a Mulher é dotada de ESTROGENO e PROGESTERONA (este ultimo tem papel mais secundário, atua apenas no ultero, trompas e nos lobolos mamarios).

Porém, a teoria diz que tanto o homem quanto a mulher tem dosagem controladas no sangue de hormonios do sexo oposto, ou seja, somos um Yin-Yang ambulânte.

Mas, se um homem possuir uma dosagem de hormonios de Estrogenos, como tambem a mulher possuir uma dosagem Testosterona à mais da cota, ocorre uma coisa interressante, concentra-se mais gordura nos quadris( homeme), cria-se mais pelos (mulher), desenvolve uma personalidade mais calma e passiva(homem),age de forma mais bruta e instintiva (mulher) e tem propressões a possuir uma tendência homossexual

(homeme/mulher).

Contudo, á no livro dos espiritos uma quetão de nº. 367 e 368 que diz o seguinte: 367

- O espírito unindo-se ao corpo, se identifica com a matéria?

- A matéria não é senão um envoltório do espírito, como o vestuário é para o corpo. Unindo-se ao corpo, o espirito conserva os atributos de sua natureza espiritual.


368 - O espírito exerce, com toda a liberdade, suas faculdades depois da união com o corpo?

O exercicio das faculdades depende dos orgãos, que lhes servem de instrumento: elas são enfraquecidas pela grosseria do corpo.


Uma questão que confirmaria e até abrangeria mais espaço dentro do conhecimento, será um dos dialogos de Socrátes, no qual diz:

"[...] Quando encarnado, o espirito se sente ébrio, é como se senti-se vertigem, pois o corpo nos sucita mil quimeras e mil tolices [...]"

Assim, se leva a crer que nosso corpo sendo muito sujeito às marés de hormonios carrega em si entidade muito saturadas de orgulho, egoismo, agindo com ações corruptas, porém, deve-se levar em consideração a fraqueza destes que são ditos MAUS, pois a maldade é oriunda do medo, da insegurança e do sentimento de querermos ser mais pretigiados, ou seja, eles se semtem sozinhos.

Muito Grato pela Atenção.

Dominus Nobiscum.