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quinta-feira, 19 de maio de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Esmola e Caridade



Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.
Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.
Exemplos? Eis alguns:
Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.
Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.
Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.
Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.
Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.
Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.
Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.
Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.
Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.
Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.
Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.
Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.
Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.
Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.
Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.
E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.
Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.
Porquê?
É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.
Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.
Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!
Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.
Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."

* * *
Calligaris, Rodolfo. Da obra: As Leis morais.
8a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1998.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mensagem Psicofônica de Bezerra de Menezes sobre "A Grande Transição Planetária"
















Mensagem Psicofônica de Bezerra de Menezes sobre "A Grande Transição
Planetária", proferida no dia 18/04/2010, durante o 3º Congresso
Espírita Brasileiro, através o médium Divaldo Pereira Franco.






(...)
...Estamos agora em um "novo período", estes dias assinalam uma data muito
especial, a data da mudança" mundo de provas e expiações" para "mundo de
regeneração". A grande noite que se abatia sobre a Terra,
lentamente cede lugar ao amanhecer de imensa LUZ.

Retroceder?
Não é mais possível!

Firmastes, filhos e filhas da alma, o compromisso co JESUS, antes de
mergulhardes na indumentária carnal, de
segui-LO com abnegação e devotamento.

Prometestes, que LHE seríeis fiel, mesmo que lhe fosse exigido o
sacrifício, alargando-se os horizontes deste Amanhecer,
que viaja para aplenitude do dia.

Exultemos juntos, os Espíritos desencarnados e vós outros, que transitais
pelo mundo de
sombras! Mas, além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente
as graves responsabilidades que nos exornam a existência no corpo ou
fora dele.

Devemos reviver os dias inolvidáveis da época do martiriológio. Seremos
convidados, não somente ao aplauso, ao
entusiasmo, ao júbilo mas, também, ao testemunho; o testemunho
silencioso nas paisagens internas da alma. O testemunho por amor àqueles
que não nos amam. O testemunho de abnegação do sentido de ajudar
àqueles que ainda se comprazem em gerar dificuldades, tentando,
inutilmente, obstaculizar a marcha do progresso.

Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax na razão direta em que o
Planeta experimenta suas mudanças
físicas, geológicas.

As mudanças morais, são inadiáveis!

Que sejamos nós, aqueles Espíritos-espíritas!

Que demonstremos a grandeza do Amor de JESUS em
nossas vidas.

Que outros, reclamem!
Que outros, se queixem!
Que outros, deblaterem!

Que nós outros, guardemos nos refolhos da alma, o compromisso de amar e
amar, sempre, trazendo JESUS de volta, com
toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão tão perto!

JESUS, filhas e filhos queridos, espera por nós.

Que seja o nosso escudo, o Amor; as nossas
ferramentas, o Amor e, a nossa
vida, o Hino de Amor!

São os votos que formulamos, os Espíritos-espíritas, aqui presentes e que
sugeriram representá-los diante de vós.

Com muito carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.

Muita PAZ, filhas e filhos do coração!

você poderá assistir o vídeo copiando e colando o seguinte endereço em
seu navegador:


http://www.youtube.com/watch?v=90CwC0FmCz8&NR=1

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Apêlo de um idoso.

Quem é que já não teve oportunidade de conhecer uma pessoa idosa, enferma, dependente, carente, solitária?
Talvez você tenha essa pessoa dentro do seu próprio lar. Uma mãe ou um pai nocauteado pela enfermidade ou pelas debilidades impostas pelo peso da idade.
Esse alguém, que ontem era forte e dinâmico, agora se movimenta com lentidão e, às vezes, nem se movimenta, tornando-se totalmente dependente da vontade alheia.
Se você tem uma mãe, um pai ou outro familiar nessas condições, pare um pouco; olhe nos olhos dessa pessoa e tente ler seus mais secretos pensamentos.
Talvez você possa ler em seus olhos tristes ou em seus lábios mudos um apelo comovente, que não tem coragem de verbalizar.
É, se pudéssemos ouvir o apelo de um idoso, talvez ele fosse mais ou menos assim:
Você, que está na flor da idade, considere que o despertar da vida é como o amanhecer. Tudo fica mais quente e mais alegre.
Mas o amanhecer não é eterno e a ele se sucedem outras fases do dia...o meu apelo é para que as crianças de hoje não esqueçam dos seus idosos de amanhã.
É para que os mais jovens relevem a minha mão trêmula e meu andar hesitante. Amparem-me por favor.
Se minha audição não é boa e tenho que me esforçar para ouvir o que você está dizendo, tenha compaixão.
Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento é escasso, ajude-me com paciência.
Se minhas mãos tremem e derrubam tantas coisas no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o melhor que pude.
Se você me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu; pare para conversar comigo; sinto-me tão só.
Se, na sua sensibilidade, me encontrar triste entre tantos que também estão, simplesmente partilhe um sorriso comigo e com eles. Seja solidário, eu necessito apenas de um pouco de carinho.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história, não me repreenda, simplesmente ouça-me. Se não falo coisa com coisa, não caçoe de mim.
Se estou doente e caminhando com dificuldade, não me abandone, preciso de um braço forte que ampare meus passos...
Sabe..., já vivi muitas primaveras, e sinto que o outono derradeiro se aproxima...
Eu sei que o ocaso da vida é como o entardecer...
Indica que é chegado o momento de partir...
Por isso lhe peço que me perdoe se tenho medo da morte e ajude-me a aceitar o adeus...
Fique mais tempo comigo... Para me dar segurança...
Os cabelos brancos e as rugas em meu rosto não impedem que eu queira repousar minha cabeça num colo seguro...
Sei que o trem da vida logo irá parar nesta estação, e eu terei que embarcar...
Sei também que terei que ir só, como só desembarquei nesta estação um dia...
Por tudo isso eu lhe peço para que não me negue a sua atenção e o seu carinho.
Logo estarei deixando esta vestimenta surrada pelo tempo, e rumarei para outra dimensão da vida, da vida eterna...
Eis meu apelo... Que pode também ser o seu, logo mais...
***
O ocaso da vida é como o entardecer...
Indica que é chegado o momento de partir...
Mas, nem sempre a hora de partir se dá no entardecer...
Há aqueles que retornam no mesmo trem que chegam.
Há os que se demoram por aqui apenas algumas horas, dias, meses...
A única certeza é que todos retornamos um dia para a pátria verdadeira, que é a pátria espiritual.
Por essa razão, vale a pena viver intensamente cada minuto, dando à vida a importância que ela tem.
E viver intensamente é enaltecer o tempo, no desenvolvimento das nobres virtudes que o Criador depositou na intimidade de cada filho Seu.

Fonte:
Redação do Momento Espírita, com base em algumas frases de autoria desconhecida.