por Irmão Saulo - Do livro: Diálogo dos Vivos, Médium: Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires (Irmão Saulo).
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
SER E FAZER
por Irmão Saulo - Do livro: Diálogo dos Vivos, Médium: Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires (Irmão Saulo).
sexta-feira, 20 de maio de 2011
ANTE O MUNDO MELHOR
Observemos junto de nós.
Tudo é trabalho para que a vida se nos transforme na bênção de cada dia.
Trabalha o sol e o mundo se equilibra. Trabalha o mundo e a natureza se renova para que os processos da evolução nos conduzam para o Mais Alto.
A fonte é bondade e a semente faz-se pão porque trabalha servindo.
Refutamos nisso para que o repouso inoportuno não se nos infiltre no espírito por ferrugem destruidora.
No trabalho é que surpreendemos todas as oportunidades de progresso e melhoria a que nos endereçamos.
Aquele a quem servimos é quem realmente nos servirá.
Damos e recebemos. Isso é tão natural quanto plantar e colher.
Por isso mesmo, seja qual seja a condição em que nos achemos, o trabalho é caminho para a ascensão à felicidade justa.
A hora de que dispomos, a pessoa da estrada, o companheiro em serviço, o amigo e o adversário, constituem talentos potenciais que é preciso aproveitar para o bem, a fim de que o bem nos enriqueça de paz.
Não vacileis.
Atendamos aos imperativos do servir e estaremos no clima do obter.
Não há outra via para alcançar os nossos objetivos de ordem superior, senão essa.
O descanso existe por pausa de refazimento e reformulação.
Nada mais.
Recordemos semelhante verdade para que não lhe desrespeitemos a fronteira, caindo na marginalização de nossas melhores forças.
Trabalhar, sim, e trabalhar sempre, porquanto, se tudo quanto existe agora de bom e de belo, aos nossos olhos na Terra, é fruto do esforço de quem agiu e construiu, o futuro, por reino de segurança e felicidade entre as criaturas, tão-somente surgirá por fruto de quem trabalha no presente, atendendo aos apelos do Cristo para que, em nos amando uns aos outros, nos façamos obreiros fiéis e devotados, no levantamento da Nova Era para um Mundo Melhor.
pelo Espírito Batuíra - Do Livro: Seguindo Juntos, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
IRMÃO DE JESUS
Ele se fez o irmão da pobreza, a fim de que ela ficasse digna e enriquecedora.
Ele se tornou o irmão da Natureza, de forma que todos vissem o Pai Criador nela refletido.
Ele se transformou no irmão das aves, elevando-as a condições superiores.
Ele se condicionou como irmão dos animais, descendo à mais bela comunhão de solidariedade que se conhece.
Ele se consagrou como irmão dos astros, revelando sua realidade estrelar.
Ele dialogou com todos: os ricos e os pobres, as águas e os servos da vida, saudáveis e enfermos, abençoando-os e atraindo-os a si com a força irresistível do amor.
Rico, tornou-se tão pobre que a sua fortuna era nada possuir.
Cantor, dirigiu a música da sua voz para falar em nome de todas as vozes, principalmente daqueles que, miseráveis no mundo, haviam perdido o direito de ter voz.
Numa época na qual os homens se isolavam nos castelos e palácios, ou se escondiam em choças misérrimas, ele se ergueu como ponte, unindo as criaturas.
Todos levantavam paredes, e Francisco derrubava-as.
Enquanto se apresentavam e se mantinham distâncias, ele surgia como aproximação.
Ninguém que amasse tanto quanto ele amava.
Depois do Amigo, jamais alguém que houvesse sido tão fiel, tão irmão de todos.
Hoje, a sua voz ainda prossegue chamando as almas para Deus.
A força do seu verbo continua arrebatando, porque penetra o mais profundo do ser humano, e quem a ouve nunca mais deixa de escutar-lhe o cântico.
Os silêncios de suas meditações falam alto.
A sua ternura comove e convence.
Ele é indimensional na sua pequenez, na sua singeleza.
A morte não o calou, a fragilidade orgânica não lhe impediu o dever de atender o chamado do seu Senhor.
Ele continua incorruptível no ministério que mudou, em plena Idade Média, os rumos da fé e do amor.
Quando a decadência político-religiosa se anunciava, como decorrência do abuso do poder e das arbitrariedades, Francisco dignificou a criatura humana, colocando-a em patamares elevados, e propôs-lhe a felicidade com Jesus.
O mundo, depois dele, ficou diferente, qual sucedera antes com o do seu Amado.
A simplicidade enfrentou a afronta; a pureza não temeu a perversão.
Ele não é somente um, símbolo, mas a realidade do próprio amor.
O seu psiquismo prossegue envolvendo a Terra, e todos aqueles que sintonizam com a sua vibração experimentam paz e se enriquecem de esperança.
Quando a irmã morte se lhe acercou, ele recebeu-a sorrindo, saudou-a com uma canção: Louvado seja meu Senhor, pela nossa morte corporal da qual nenhum homem vivente pode escapar, e penetrou, de retorno, na Esfera dos Justos, sob o carinho do Seu Pleno Amor.
Francisco, por fim, é o irmão de Jesus, como nenhum outro se identificou com tão grande afinidade.
Irmão Francisco:
nestes dias tumultuosos, ergue a tua doce voz e canta outra vez aos ouvidos surdos da Humanidade o teu hino de bênçãos e de louvor, intercedendo junto ao teu Irmão por todos nós, os pobres filhos do Calvário!
pelo Espírito Joanna de Ângelis - Página psicografada por Divaldo Pereira Franco, diante da tumba de São Francisco, em Assis, no dia 25.06.1994 - Do site: http://www.divaldofranco.com.
O MINUTO
A conduta indica a orientação espiritual da criatura. Surge o ideal realizado, consoante o esforço de cada um. Amplia-se o ensino, conforme a aplicação do estudante. Eternidade não significa inércia, mas dinamismo incessante. O caminho é infinito. Quem estabelece a rota da viagem é o viajor. Continua, pois, em marcha perseverante, gastando sensatamente o tesouro dos dias. Em sessenta segundos, a lágrima pode transformar-se em sorriso, a revolta em resignação e o ódio em amor. Nessa mínima parcela da hora, liberta-se o espírito do corpo humano, a flor desabrocha, o fruto maduro cai da árvore e a semente inicia a germinação da energia latente. Analisa o que fazes de tão valiosa partícula de tempo. Num só momento, o coração escolhe roteiro para o caminho. Com o Evangelho na consciência, o lazer é tão-somente renovação de serviço sem mudança de rumo. Não desprezes o tempo, em circunstância alguma, pois quem espera a felicidade se esmera em construí-la. A hora perdida é lapso irreparável. Dominar o relógio é coordenar os sucessos da vida. Nos domínios do tempo, controlamos a hora ou somos ignorados por ela. Por isso, quanto mais a alma se eleva em conhecimento, mais governa os próprios horários. Lembra-te de que as edificações mais expressivas são formadas por agentes minúsculos e de que o século existe em função dos minutos. Não faz melhor quem faz mais depressa, mas sim quem faz com segurança e disciplina, articulando ordenadamente os próprios instantes. Observa os celeiros de auxílio de que dispões e não hesites. Distribui os frutos da inteligência. Colabora nas tarefas edificantes. Estende a solidariedade a benefício de todos. Fortalece o ânimo dos companheiros. Não te canses de ajudar para que se efetue o melhor. O manancial do bem não tem fundo. A paz coroa o serviço. E quem realmente aproveita o minuto constrói caminho reto para a conquista da vitória na Divina Imortalidade. |
| pelo Espírito André Luiz - Do livro: Sol nas Almas, Médium: Waldo Vieira. |
terça-feira, 19 de abril de 2011
BEM AVENTURADO ANÔNIMO
Ninguém, te viu a mão vigilante e sábia
Quando semeavas a leira escura
Para que todos tivessem pão,
Nem te observou o esforço enorme,
Quando abrias caminho à água distante
Para que a sede não aniquilasse os homens da Terra!
Olhos humanos não te fixaram,
Quando levantaste o companheiro abatido,
Quando suportastes os espinhos dos maus,
Chorando em silêncio para, que outrem não chorasse.
Gastaste muitos anos,
Tecendo ninhos para as alheias asas,
Levantando palácios fulgurantes
Que jamais te acolheriam...
De mãos votadas
Ao labor mais humilde,
Traçastes roteiros
Dentro do dia da Natureza agreste,
Ergueste cidades e parques
Para a alegria de todos.
Ninguém te conheceu, nem louvou...
E quase todos
Que se rejubilaram nos benefícios,
Através de teu amor,
Acreditaram que te bastavam
As moedas que lhes sobravam na bolsa
E esqueceram-te para sempre.
Entretanto,
Observas, mudo,
Que os grandes arautos do morticínio
Eram anunciados com ruído
No caminho das nações...
Muitos dos que destruíram as obras do bem
E os que falsearam a verdade
Eram incensados no galarim de fama,
Por milhão de vozes sedentas de poder!...
Bem aventurado anônimo! Bem aventurado anônimo,
E quando a morte chegou
A gratidão terrestre não veio socorrer-te,
Ninguém apareceu para enxugar-te o pranto.
Para os irmãos que te deviam
Não passava teu nome de palavra sem eco...
Somente a caridade
Envolveu-te em seu manto...
Mas, ó trabalhador desconhecido!
Para teus ouvidos venturosos,
Soou, na imensidão dos céus,
A frase inesquecível :
- Vem a mim servo bom e fiel!
Num transporte de júbilo indizível,
Reconheceste, então,
A grandeza das vidas pequeninas,
A glória das tarefas obscuras,
Descobriste a ti mesmo nas alturas,e, atravessando as amplidões divinas,
Abençoastes os dias teus,
A luz do Grande Anônimo que é Deus.
pelo Espírito Alma Eros - Do livro: Correio Fraterno. Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
ORAÇÃO E ATENÇÃO
Oraste, pediste. Desfaze-te, porém, de quaisquer inquietações e asserena-te para recolher as respostas da Divina Providência.
Desnecessário aguardar demonstrações espetaculosas para que te certifiques quanto às indicações do Alto.
Qual ocorre ao Sol que não precisa descer ao campo para atender ao talo de erva que lhe roga calor, de vez que lhe basta, para isso, a mobilização dos próprios raios, Deus conta com milhões de mensageiros que lhe executam os Excelsos Desígnios.
Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma coisa, doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites.
Em muitas circunstâncias, a advertência ou o conselho, a frase orientadora ou a palavra de bênção te alcançarão a alma, no verbo de um amigo, na página de um livro, numa nota singela de imprensa e até mesmo num simples cartaz que te cruze o caminho. Mais que isso. As respostas do Senhor, às tuas necessidades e petições, muitas vezes te buscam através dos próprios sentimentos a te subirem do coração ao cérebro ou dos próprios raciocínios e a descerem do cérebro ao coração.
Deus responde sempre, seja pelas vozes da estrada, pela pregação ou pelo esclarecimento da tua casa de fé, no diálogo com a pessoa que se te afigura providencial para a troca de confidências, nas palavras escritas, nas mensagens inarticuladas da natureza, nas emoções que te desabrocham da alma ou nas idéias imprevistas que te fulgem no pensamento, a te convidarem o espírito para a observância do Bem Eterno.
O próprio Jesus, o Mensageiro Divino por excelência, guiou-nos à procura do Amor Supremo, quando nos ensinou a suplicar: “Pai Nosso, que estás no Céu, santificado seja o Teu nome, venha a nós o Teu reino, seja feita Tua vontade, assim na Terra como nos Céus...” E, dando ênfase ao problema da atenção, recomendou-nos escolher um lugar íntimo para o serviço da prece, enquanto Ele mesmo demandava a solidão para comungar com a infinita Sabedoria.
Recordemos o Divino Mestre e estejamos convencidos de que Deus nos atende constantemente; imprescindível, entretanto, fazer silêncio no mundo de nós mesmos, esquecendo exigências e desejos, não só para ouvirmos as respostas de Deus, mas também a fim de aceitá-las, reconhecendo que as respostas do Alto são sempre em nosso favor, conquanto, às vezes, de momento, pareçam contra nós.
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
terça-feira, 5 de abril de 2011
ORAÇÃO DA FRATERNIDADE
Senhor!
Somos uma só família de corações a se rearticularem no espaço e no tempo, aprendendo a servir-Te. Ensina-nos a ser mais irmãos uns dos outros. Ajuda-nos para que seja cada um de nós a complementação do companheiro, naquilo em que o nosso companheiro esteja em carência. Se um tropeça, dá que lhe sirvamos de apoio, se outro descansa, ampara-nos a fim de que lhe tomemos o lugar na tarefa sem reclamação e sem queixa. Ilumina-nos o entendimento para que nos convertamos em visão para aqueles que ainda não conseguem enxergar o caminho claro que nos traçaste; o ouvido atento para quantos se incapacitarem no trabalho, entorpecidos na indiferença; a tranqüilidade para os que venham a cair na discórdia e a compreensão de todos os que ainda não logram divisar a luz da verdade!
Senhor, guarda-nos em teu infinito amor para que nos devotemos fielmente uns aos outros e ainda que a névoa do passado nos entenebreça os caminhos do presente, favorecendo-nos a separação ou o desajuste, dá que o clarão de Tua bênção nos refaça as energias e nos restabeleça o senso de rumo para que nós todos, unidos e felizes, sejamos invariavelmente uma família só, procurando escorar-nos, no apoio recíproco, de modo a que, um dia, estejamos integrados em teu serviço na alegria imortal para sempre.
pelo Espírito Bezerra de Menezes - Do livro: Taça de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
MANSIDÃO E PIEDADE
Se caminhas sob chuvas de impropérios e maldições, cultiva a mansidão e exercita a piedade.
Se atravessas provas rudes, assoalhadas por aflições contínuas, guarda-te na mansidão e desenvolve a piedade.
Se sofres agressões prolongadas, que se não justificam, permanece com mansidão e desenvolve a piedade.
Se tombas nas ciladas bem urdidas, propostas por adversários encarnados ou não, mantém-te em mansidão e esparze a piedade.
Se te açodam circunstâncias rudes e tudo parece conspirar contra tuas lutas de redenção, não te descures da mansidão nem da piedade.
Aclamado pelo entusiasmo passageiro de amigos ou admiradores, sustenta a mansidão e insiste na piedade.
Guindado a posições de relevo transitório e requestado pelo momento de ilusão, não te afaste da mansidão da piedade.
Carregado de êxitos terrenos e laureado por enganosas situações, envolve-te na mansidão e não te distancies da piedade.
Recomendado pelas pessoas proeminentes ou procurado pelos triunfos humanos, persevera com mansidão e trabalha com piedade.
Mansidão e piedade em qualquer circunstância, sempre.
A mansidão coloca-te interiormente indene à agressividade dos que se comprazem no mal e a piedade envolve-os em vibrações de amor.
A mansidão faz-te compreender que necessitas de crescimento espiritual e, por enquanto, a dor ainda se torna instrumento educativo. A piedade evita que mágoas ou seqüelas de aborrecimento tisnem os teus ideais de enobrecimento.
A mansidão acalma; a piedade socorre.
Com mansidão seguirás a trilha da humildade e com a piedade prosseguirás retribuindo com o bem a todo e qualquer mal.
A mansidão identifica o cristão e a piedade fala das suas conquistas interiores.
- "Bem-aventurados os mansos e pacificadores - ensinou Jesus - porque eles herdarão a Terra"... feliz do continente da alma imortal.
pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro: Otimismo, Médium: Divaldo Pereira Franco - Editora LEAL.
sexta-feira, 25 de março de 2011
UM AMIGO QUE VOLTA
Alberto, que assim se chamava, foi médico distinto em Belo Horizonte, de quem nos escusamos de fornecer maiores elementos de identificação, por motivos óbvios.
Em sua primeira passagem por nosso templo, denotava a emoção e as preocupações peculiares ao espírito recém-desencarnado, como que preso ainda ao esgotamento que lhe impôs o trespasse, mas na presente mensagem revela-se plenamente recuperado, dispondo da inteligência, da vivacidade e da agudeza de espírito que lhe marcavam a personalidade brilhante.
Leiamos a sua palestra que ficou intitulada “Um amigo que volta”.
Enquanto nos escravizamos ao corpo de carne e sangue em que o homem mal se define, não é fácil apreender as realidades do espírito, porque soterrados nos títulos e nas convenções superficiais, deambulamos no mundo, enfarpelados com as ilações provisórias da ciência ou encastelados em teorias que só a morte consegue modificar.
Indiscutivelmente, bastaria um exame mais acurado das maravilhas da mente para descortinarmos aí alguma coisa do sublime reino da alma, preparando com segurança o futuro; entretanto, caminhamos na Terra, em câmara lenta, cosendo-nos à vaidade pessoal, como a tartaruga se prende ao pesado estojo que lhe é próprio.
Com a técnica científica, interferimos no cérebro, usando hormônios e estupefacientes ou empregando ablações cirúrgicas; todavia, presumindo descobrir nele o órgão secretor do pensamento, apenas tateamos a sombra carente de luz, porque o cérebro surge, na essência, tão longe do Espírito que através dele se manifesta, como o violino se distancia do artista que o maneja, na execução da melodia em que se lhe expressa o gênio musical.
Nossos enganos, porém, diante da vida eterna, guardam a frágil consistência da neblina perante o fulgor do sol.
Rege-se a Natureza por leis inelutáveis e o túmulo nos aguarda, impassível, restituindo-nos ao entendimento as verdades mais simples do coração.
E daqui, dos vastos horizontes que se nos desdobram à vista, reconhecemos agora o imperativo de libertação da consciência humana, vítima dos fósseis da ciência e da religião a lhe empecerem a marcha.
A morte não nos regenera tão-somente a visão interior, purificando-nos o discernimento, mas também nos constrange a contemplar a glória nascente do novo dia, cujas realizações reclamam a mobilização de todos os nossos recursos de serviço, no socorro e no esclarecimento das criaturas.
A universidade possui a lógica.
O santuário retém a intuição.
É imprescindível trabalhar com desassombro para que a escola e o templo se reúnam ao nível de mais elevada compreensão, a benefício da humanidade.
Se hoje avançadas organizações compelem a inteligência à domesticação do átomo e da energia cósmica, concitemos o coração à fé racional sobre os princípios evolutivos, moldando os tempos novos nas concepções do progresso infinito e do amor universal.
Nesse sentido, o Espiritismo, redizendo o ensinamento de Jesus, é a força de restauração e equilíbrio que nos compete enobrecer e dilatar.
Sou daqueles que beberam em vossa fonte, reajustando o próprio coração.
E, agradecendo-vos o ingresso ao novo campo de conhecimento que comecei a lavrar, digo-vos, confiante:
- Fazei o bem a tudo e a todos.
Tolerai e perdoai!...
Acendei a esperança!
Não extingais a luz.
Ajudai, hoje e sempre!...
A floresta dominadora não procede do trovão que brame ou da ventania que arrasa, mas, sim, da semente humilde que aprendeu a esquecer-se, a calar, a ajudar, a produzir e a esperar.
pelo Espírito Alberto - Do livro: Instruções Psicofônicas - Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
sexta-feira, 18 de março de 2011
RECADO DE IRMÃO
Nem sempre conseguirás o dinheiro suficiente ou movimentar as providências precisas para atender a todos os necessitados ou socorrer a todos os doentes.
Nem sempre disporás de recursos a fim de erguer escolas ou construir albergues que favoreçam aos companheiros ainda ignorantes ou infortunados.
Entretanto, convém recordar, em nosso próprio benefício, que todo instante é momento de auxiliar para o bem e de que nunca é tarde para sorrir.
pelo Espírito André Luiz - Seara de Fé, Médium: Francisco Cândido Xavier.
quinta-feira, 17 de março de 2011
MEMÓRIAS
"Deve ser horrível - diz você - o escândalo em torno de nossa memória. O homem arrastado ao pelourinho do escárnio público e ao pasto da maledicência, deve ser uma fogueira de angústia para o coração acordado, além da morte".
Você tem razão. A ave, em pleno céu, que se visse constrangida a voltar à casca do ovo, ou a árvore luxuriante que fosse obrigada a retornar para a cova de lodo, sofreriam menos que a alma desencarnada, sob a intimação de regresso às perigosas infantilidades da experiência humana.
Em tais circunstâncias, laços mais pesados nos religam o espírito, com mais intensidade, à gleba da carne, e a voz dos nossos julgadores, não raro, nos converte os ouvidos em receptores gigantescos para os quais convergem todos os apontamentos justos ou injustos de quantos nos apreciam a conduta e as decisões.
Você já pensou num homem, cujo corpo seja uma chaga viva, tangido violentamente por milhares de mãos descaridosas e rudes.
Esse é o símbolo pálido com que ousamos qualificar o suplício do infortunado que lega aos contemporâneos as recordações da própria viagem pela Terra, quando essas memórias se referem às situações que fazem o inferno dos seus semelhantes.
Fustigado por reclamações e acusações infindáveis, o morto vivo, com a infelicidade desse jaez, sofre golpes desapiedados, a torto e a direito, à maneira de um ferido na praça pública, visitado pelos sopapos e pelos impropérios de toda gente.
E você não calcula o que seja o martírio trazido pela impossibilidade de qualquer esclarecimento digno!
Falar ou escrever levianamente é expor-se a ouvir o pronunciamento da insensatez; e por mais que o delinqüente do verbo falado ou da letra reprovável se proclame arrependido e diferente, mais a crueldade o toma de assalto, esbofeteando-lhe o rosto amarrotado e disforme, sem que lhe seja facultada a mínima frase de defesa.
Efetivamente, enquanto nos demoramos na carne, é impossível imaginar o que seja isso.
É o desespero impotente daquele que, em vão, deseja fazer-se compreendido, é a sede inestancável de entendimento, é o pranto amargurado de quem observa o incêndio no próprio lar, sem uma gota dágua para extinguir a chama destruidora.
A figura de Ugolino, o famoso chefe de Pisa, encarcerado na torre da fome, a devorar as vísceras mortas dos próprios filhos, e que foi encontrado por Dante nos recôncavos do Estige, é, de alguma sorte, a única imagem para o confronto analógico, nos casos a que nos reportamos, porque realmente ilhados na solidão de nós mesmos, entre o pesadelo e o remorso de não termos sido o que devíamos ser, somos obrigados a tragar os detritos de nossas próprias obras.
Creia você que, em verdade, tudo isso é terrível e doloroso, de vez que o arrependimento irremediável nos transforma em duendes infortunados, em aflitiva peregrinação.
Não admita, porém, que isso seja apenas lamentável privilégio de alguns.
Não é necessário fixarmos reminiscências da Terra, em bronze ou papel, para que a vida nos revele aos outros tais quais somos.
Trazemos conosco o arquivo que nos é próprio. Sentimentos e idéias, palavras e ações são marcas em nossa alma.
Todos alcançaremos o plano em que nosso espírito é um livro aberto.
Intenções ocultas, interferência nos destinos alheios, assaltos disfarçados à felicidade do próximo, crimes consagrados pela admiração do mundo, misérias íntimas e desequilíbrios morais aparecem claramente, espantando a nós mesmos, que não suspeitávamos, de leve, da nossa própria degradação.
Você que conhece tão bem o assunto, cuide dos seus passos e vele pelo futuro de sua alma eterna, porque a existência, meu caro, seja onde for, é sempre um livro que o nosso coração anda escrevendo.
pelo Espírito Irmão X - Do livro: Sentinelas da Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
quarta-feira, 2 de março de 2011
NOS PASSOS DA BOA NOVA
Todos aqueles que se agitam nas experiências terrestres, na busca de harmonia para si mesmos ou lucidez para os próprios raciocínios, encontrarão expressiva ajuda por meio das instruções da Boa Nova. Todas as pessoas que estejam à procura de caminhos novos para encontrar equilíbrio em seus relacionamentos com afetos íntimos ou na vivência com a sociedade, a fim de obter vitória sobre o temperamento complexo, encontrarão sugestões felizes no seio da Boa Nova. Quem almeje conquistar robusta fé, enquanto enfrenta os cravos de duras provações, em si ou em redor de si, terá na Boa Nova valioso escrínio de preciosas gemas de paciência e de perseverança, envolvidas no veludo da oração. Sempre que as refregas terrenas exigirem coragem e decisão superior aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, os mais expressivos posicionamentos de resignação diante do irrecorrível, as firmes atitudes perante os próprios deveres, e tudo o mais que enobreça e impulsione para o bem, todos obterão substancial apoio nos exemplos venturosos da Boa Nova. É por meio da Boa Nova que podemos travar contato com os benditos fatos da vida de Jesus Cristo junto aos Seus amigos mais próximos e com as demais criaturas. Nela é que aprendemos a amar sem pieguismo, a ajudar sem gerar dependência, a socorrer e passar sem quaisquer cobranças, a sermos fiéis ao bem e verdadeiros, a sofrer sem revolta, mantendo sempre a fibra de quem não perde a confiança nem duvida da prevalente ação da Divindade. Nas páginas da Boa Nova é que deparamos o Rei Solar em ação de humildade como bom professor, como médico de almas ou, ainda como Bom Pastor, sem qualquer exibicionismo ou presunção, à frente daqueles para os quais viera, luminescente. Nos passos bem dispostos da Boa Nova de Jesus, cada companheiro da lida evolutiva, se não acolher os sentimentos de desalento ou as propostas de desistência do roteiro feliz, conseguirá iluminar-se e elevar-se, de modo a compartilhar os projetos de progresso do mundo que foram traçados pelo Divino Amigo, o Guia Celestial, que é Jesus. Tratemos, assim, de nos manter atenciosos e vigilantes pelas vias do mundo terreno, sem perdermos o rumo ansiosamente anelado, para construirmos, em definitivo, a ventura pessoal e a paz interior, cooperando com o progresso da Terra. O campo de trabalhos se apresenta em toda parte; cabe-nos desenvolver os olhos de ver, a boa vontade e a disposição para lavrá-lo com entusiasmo. A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar. |
| pelo Espírito Maria Ruth Junqueira - Do site: http://www.raulteixeira.com/ |
terça-feira, 1 de março de 2011
LUZ NA LÂMPADA
Não nos achamos a sós, nem relegados às nossas próprias forças. Conosco está o Senhor, como a energia da usina está na lâmpada singela. Trabalhemos, confiantes. Realmente estamos todos, nos círculos doutrinários do Espiritismo Evangélico, assediados pelo tumulto de sombras desencadeadas pela época de transição que o mundo atravessa. Isso, porém, no domínio das realidades espirituais, é natural como a tormenta no oceano. Impossível sofrear os elementos em desvario, mas justo e necessário que cada embarcação esteja firme sob o leme seguro. Até certo ponto é preciso saibamos ceder ao vento rijo, permitindo que ele passe sobre nós sem que lhe ofereçamos demasiada resistência, a fim de não gastarmos em vão nossos recursos. Mobilizemos trabalho e vigilância, mas também humildade e paciência. Nesse sentido rogamos aos companheiros de serviço terrestre socorrerem os irmãos transviados nas trevas, sem se deixarem influenciar por eles. Amparar o doente sem absorver-lhe a enfermidade. Ouvir os infelizes e consolá-los, contudo, entregá-los ao Senhor porque apenas o Senhor possui recursos suficientes para guiá-los e nutri-los, renová-los e restabelecê-los como é preciso. |
| pelo Espírito Batuira - Do livro: Mais Luz, Médiuns: Francisco Cândido Xavier. |
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
TRAÇOS CRISTÃOS
No grupo, um ponto de apoio;
Em família, um amparo constante;
No lar uma bênção;
No trabalho a cooperação eficiente;
Na profissão a garantia de idoneidade;
No serviço, um padrão de amor ao próximo;
No dever, a pontualidade;
No problema, um agente de solução;
Na dificuldade, a base do auxílio;
Na crise, o socorro;
No tumulto, a seriedade;
No verbo, a palavra de rumo;
Nas letras, o guia do bem;
Em qualquer experiência da vida, será sempre alguém com Jesus na construção do Reino de Deus.
pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Tende Bom Ânimo, Médiuns: Francisco Cândido Xavier - Carlos A. Baccelli - Autores Diversos.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
NORMA DE VIDA
Sinto-te o coração dorido em prece E perguntas, em pranto, alma querida e boa: - "Como guardar a fé, sem que a prova nos doa Nos recessos do ser? Uma norma de paz haverá sobre a Terra, Que consiga sanar as chagas da alma triste?" Sem pretensão, respondo que ela existe: - Trabalhar e esquecer. A própria Natureza é um livro aberto. Recorda o tronco antigo e a tempestade; Desçam raios do céu, a nuvem brade, Sob a crise da noite a estremecer, Ei-lo, porém, ereto e firme, agüentando a tormenta... Quebra-se-lhe quase toda a ramaria, Ele guarda, no entanto, as instruções da vida: - Trabalhar e esquecer. Vejo a terra humilhada na lavoura, Ferida e massacrada Ao peso do trator e entre golpes de enxada Tem nos vulcões rugindo o seu bravo gemer... Mas, mesmo assim, produz o pão do mundo, Injuriada e revolvida Atende a ordenação que recebe da vida: - Trabalhar e esquecer. O fio dàgua que nasceu na serra, Pouco a pouco se fez amplo regato, Percorrendo quilômetros de mato, A correr e a correr... Dessedentando pombos e serpentes, Sofre a baba do lobo que o domina E segue para o mar, ante a norma divina: - Trabalhar e esquecer!... Assim também, alma querida e boa, Se carregas contigo farpas de amargura, Desencanto, tristeza, desventura, Chora, mas faze o bem - nosso alto dever... Quanto às pedras e empeços do caminho, Desengano e aflição, mágoa e mudança, Olvida!... E segue as vozes da esperança: - Trabalhar e esquecer!... |
| pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Assembléia de Luz, Médiuns: Francisco Cândido Xavier. |
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
UM MINUTO DE CÓLERA
Um minuto de cólera pode ser uma invocação às forças tenebrosas do crime, operando a ruptura de largas e abençoadas tarefas que vínhamos efetuando na sementeira do sacrifício.
Por esse momento impensado, muitas vezes, esposamos escuros compromissos, descendo da harmonia à perturbação e vagueando nos labirintos da prova por tempo indeterminado à procura da necessária reconciliação com a vida em nós mesmos.
Pela brecha da irritação, caímos sem perceber nos mais baixos padrões vibratórios, arremessando, infelizes e incontroláveis, os raios da destruição e da morte que, partindo de nós para os outros, volvem dos outros para nós, em forma de angústia e miséria, perseguição e sofrimento.
Em muitos lances da luta evolutiva, semelhante minuto é o fator de longa expiação, na qual, no corpo de carne ou fora dele, somos fantasmas da aflição, exibindo na alma desorientada e enfermiça as chagas da loucura, acorrentados às conseqüências de nossos erros a reagirem sobre nós, à feição de arrasadora tormenta.
Se te dispões, desse modo, à jornada com Jesus em busca da própria sublimação, aprende a dominar os próprios impulsos e elege a serenidade por clima de cada hora.
Ama e serve, perdoa e auxilia sempre, recordando que cada semente deve germinar no instante próprio e que cada fruto amadurece na ocasião adequada.
Toda violência é explosão de energia, cujos resultados ninguém pode prever.
Guardemos o ensinamento do Cristo no coração, para que o Cristo nos sustente as almas na luta salvadora em que nos cabe atingir a redenção, dia a dia.
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Semeador Em Tempos Novos, Médiuns: Waldo Vieira.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
CONQUISTAR E CONQUISTAR-SE
Muitos conquistam o ouro da Terra e adquirem a miséria espiritual.
Muitos conquistam a beleza corpórea e acabam no envilecimento da alma.
Muitos conquistam o poder humano e perdem a paz de si mesmos.
Necessário que o espírito se acrisole na experiência e na luta, valendo-se delas para modelar o caráter, senhoreando a própria vida.
Para possuirmos algo com acerto e segurança, é indispensável não sejamos possuídos pelas forças deprimentes que nos inclinam sentimento e raciocínio aos desequilíbrios da sombra.
Indubitavelmente, todos podemos usufruir os patrimônios terrestres, nesse ou naquele setor do cotidiano, mas é preciso caminhar com sabedoria para que o abuso não nos infelicite a existência.
É por isso que sofrimento e dificuldade, obstáculo e provação constituem para nós preciosos recursos de superação e engrandecimento.
Todos os valores externos concedidos à personalidade, em trânsito no mundo, são posses precárias que a enfermidade e a morte arrancam de improviso, mas todos os valores que entesouramos no próprio ser representam posses eternas que brilharão conosco, aqui e além, hoje e amanhã...
Na esfera espiritual, cada criatura é aproveitada na posição em que se coloca e somente aqueles que conquistaram a si mesmos, nos reiterados labores da educação, através do suor ou da lágrima, do trabalho ou da renúncia, são capazes de cooperar na extensão do amor e da luz, cujo crescimento na Terra exige, invariavelmente, o coração e o cérebro, as ações e as atitudes daqueles que aprenderam na lei do próprio sacrifício a conquista da vida imperecível.
Reflete naquilo que te falam, antes de te entregares psicologicamente ao que se te diga...
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Irmão, Médium: Francisco Cândido Xavier.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
BEM AVENTURADO ANÔNIMO
BEM AVENTURADO ANÔNIMO
Bem-aventurado anônimo
Ninguém, te viu a mão vigilante e sábia
Quando semeavas a leira escura
Para que todos tivessem pão,
Nem te observou o esforço enorme,
Quando abrias caminho à água distante
Para que a sede não aniquilasse os homens da Terra!
Olhos humanos não te fixaram,
Quando levantaste o companheiro abatido,
Quando suportastes os espinhos dos maus,
Chorando em silêncio para, que outrem não chorasse.
Gastaste muitos anos,
Tecendo ninhos para as alheias asas,
Levantando palácios fulgurantes
Que jamais te acolheriam...
De mãos votadas
Ao labor mais humilde,
Traçastes roteiros
Dentro do dia da Natureza agreste,
Ergueste cidades e parques
Para a alegria de todos.
Ninguém te conheceu, nem louvou...
E quase todos
Que se rejubilaram nos benefícios,
Através de teu amor,
Acreditaram que te bastavam
As moedas que lhes sobravam na bolsa
E esqueceram-te para sempre.
Entretanto,
Observas, mudo,
Que os grandes arautos do morticínio
Eram anunciados com ruído
No caminho das nações...
Muitos dos que destruíram as obras do bem
E os que falsearam a verdade
Eram incensados no galarim de fama,
Por milhão de vozes sedentas de poder!...
Bem aventurado anônimo! Bem aventurado anônimo,
E quando a morte chegou
A gratidão terrestre não veio socorrer-te,
Ninguém apareceu para enxugar-te o pranto.
Para os irmãos que te deviam
Não passava teu nome de palavra sem eco...
Somente a caridade
Envolveu-te em seu manto...
Mas, ó trabalhador desconhecido!
Para teus ouvidos venturosos,
Soou, na imensidão dos céus,
A frase inesquecível :
- Vem a mim servo bom e fiel!
Num transporte de júbilo indizível,
Reconheceste, então,
A grandeza das vidas pequeninas,
A glória das tarefas obscuras,
Descobriste a ti mesmo nas alturas,e, atravessando as amplidões divinas,
Abençoastes os dias teus,
A luz do Grande Anônimo que é Deus.
Fonte:
pelo Espírito Alma Eros - Do livro: Correio Fraterno. Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.
PERANTE OS PROFITENTES DE OUTRAS RELIGIÕES
Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos.
O sarcasmo não edifica.
Não exasperar-se em oportunidade alguma, ainda mesmo pretextando defesa dos postulados religiosos que lhe alimentam o coração, a fim de evitar o vírus da cólera e as incursões das forças inferiores no próprio íntimo.
A exasperação leva ao desequilíbrio e à queda.
Aproveitar o tempo e as energias, fugindo às discussões estéreis em torno das origens da Vida e do Universo ou sobre tópicos fundamentais do Espiritismo.
Espíritos existem que se esforçam para não crer em sua própria existência.
Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo.
O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas.
Suportar construtivamente as manifestações constantes de cultos exóticos e estranhos à simplicidade e pureza do Espiritismo, oferecendo, tanto quanto possível, auxílio e cooperação, sem pretensiosas exigências aos companheiros que a tais cultos se prendem.
Muitos irmãos distantes serão, em futuro próximo, excelentes cultores da Doutrina Espírita.
A título de preservar o corpo doutrinário do Espiritismo, ou de defender a Verdade, não faltar com a compreensão espírita cristã nem agarrar-se a conceituações radicais e inamovíveis.
Quando apaixonado e desmedido, o zelo obscurece a razão.
Sistematicamente, não impor ou forçar a transformação religiosa dos irmãos alheios à fé que lhe consola o coração.
Toda imposição, em matéria religiosa, revela fanatismo.
Silenciar todo impulso a polêmicas com irmãos aprisionados a caprichos de natureza religiosa.
Discussão, em bases de ironia e azedume, é pancadaria mental.
“Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados.” (TIAGO,5:9.)
pelo Espírito André Luiz - Do livro: Conduta Espírita, Médiuns: Waldo Vieira.