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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sempre Chamados


O Cristão é chamado a servir em toda parte.

Na casa do sofrimento, ministrará consolação.
Na furna da ignorância, fará consolação.
No castelo do prazer, ensinará a moderação.
No despenhadeiro do crime, sustará quedas.
No carro do abuso, exemplificará sobriedade.
Na toca das trevas, acenderá luz
No nevoeiro do desalento, abrirá portas ao bom ânimo.
No inferno do ódio, multiplicará bênçãos de amor.
Na praça da maldade, dispensará o bem.
No palácio da justiça, colocar-se-á no lugar do réu, a fim de examinar os erros dos outros.
Em todos os ângulos do caminho, encontraremos sugestões do Senhor, desafiando-nos a servir.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
* * * Estude Kardec * * *

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Realmente

A tempestade espanta. Entretanto, acentuar-nos-á a resistência se soubermos recebê-la.
*
A dor dilacera. Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se buscarmos aproveitá-la.
*
A incompreensão dói. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender.
*
A luta perturba. Todavia, será portadora de incalculáveis benefícios, se lhe aceitarmos o concurso.
*
O desespero destrói. Diante dele, porém, encontramos ensejo de cultivar a serenidade.
*
O ódio enegrece. No entanto, descortina bendito horizonte à revelação do amor.
*
A aflição esmaga. Abre-nos, todavia, as portas da ação consoladora.
*
O choque assombra. Nele, contudo, encontraremos abençoada renovação.
*
A prova tortura. Sem ela, entretanto, é impossível a aprendizagem.
*
O obstáculo aborrece. Temos nele, porém, legítimo produtor de elevação e capacidade

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

sábado, 30 de abril de 2011

Ao Amanhecer


Dia novo, oportunidade renovada.
Cada amanhecer representa divina concessão,que não podes nem deves desconsiderar.
Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão coragem nos confrontos das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida;ocasião de realizar o programa planejado.
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.
Dirige cada ação à finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados.
Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.

Divaldo P. Franco. Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 1. LEAL.


* * * Estude Kardec * * *

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Perdoa-te


A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Indulgência


Espíritas, queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.
A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.
A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que conseqüência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. O homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?
Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.
José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo X, item 16. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996. 

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Enfermidades Irreversíveis na Próxima Encarnação


Para a mulher que praticou o aborto, injustificadamente, os sofrimentos continuarão na próxima encarnação, através dos desequilíbrios psíquicos diversos, enfermidades do útero e a grande frustração pela impossibilidade de gerar filhos. Mesmo a mulher que praticou o aborto, após já ter concebido o primeiro ou o segundo filho, receberá, na próxima encarnação, os sintomas perturbatórios de seu crime, justamente depois do primeiro ou do segundo filho, período exato em que praticou o aborto na existência anterior. Diversos problemas que sofrem hoje as mulheres no exercício da maternidade têm suas causas profundas nos deslizes do passado, que hoje surgem no corpo físico como reflexo positivo da desorganização perispirítica.
Em razão disso, nem sempre a mulher recupera a saúde, afetada por esses transtornos, somente com o uso de medicamentos e hábeis cirurgias da medicina terrestre, pois há que resgatar em si mesma, à custa de muitos sofrimentos, suportados com fé e abnegação, os crimes do ontem, para aprender a valorizar, respeitar e amparar a vida dos filhos que Deus temporariamente lhe entrega nas mãos.

Walter Barcelos. Da obra: Sexo e Evolução. FEB. Apud O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto, Capítulo X, FEB. 

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Perdoar

Perdoar

Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.
Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.
Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.
Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.
Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.
Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.
*
Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espirito em lucro.
Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.
Todo agressor sofre em si mesmo. E um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.
Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.
Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!
*
A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da pai-sagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.
Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!
Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.
*
"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.
"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for miseri-cordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Florações Evangélicas. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1 edição. LEAL. 1974. 

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Desculpar

Desculpe e você compreenderá.
Onde existe amor não há lugar para ressentimento.
Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual seja o problema, de imediato, você notará que a compaixão nos dissolve qualquer sombra de crítica.
A existência humana é uma coleção de testes em que a Divina Sabedoria nos observa, com vistas à nossa habilitação para a Vida Superior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros presentemente em dificuldade.
Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.
Às vezes, aquilo que parece ofensa é o socorro oculto do Mundo Espiritual em seu benefício.
A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento do mal.
Em muitas ocasiões a Divina Providência nos permite erro para que aprendamos a perdoar.
A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.
Perdão é a fórmula da paz.
Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Respostas da Vida. Ditado pelo Espírito André Luiz. Capítulo 22. IDEAL.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Irmão


Irmão é todo aquele que perdoa
Setenta vezes sete a dor da ofensa,
Para quem não há mal que o bem não vença,
Pelas mãos da humildade atenta e boa.
É aquele que de espinhos se coroa
Por servir com Jesus sem recompensa,
Que tormentos e lágrimas condensa,
Por ajudar quem fere e amaldiçoa.
Irmão é todo aquele que semeia
Consolação e paz na estrada alheia,
Espalhando a bondade que ilumina;
É aquele que na vida transitória
Procura, sem descanso, a excelsa glória
Da eterna luz na Redenção Divina.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Correio Fraterno. Ditado pelo Espírito João de Deus. Capítulo 6. Rio de Janeiro - RJ: FEB.
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Aborto

Aborto

Conseqüência natural do instinto de conservação da vida é a procriação, traduzindo a sabedoria divina, no que tange à perpetuação das espécies.
Mesmo nos animais inferiores a maternidade se expressa como um dos mais vigorosos mecanismos da vida, trabalhando para a manutenção da prole.
Ressalvadas raras exceções, o animal dócil, quando reproduz, modifica-se, liberando a ferocidade que jaz latente, quando as suas crias se encontram ameaçadas.
O egoísmo humano, porém, condescendendo com os preconceitos infelizes, sempre que em desagrado, ergue a clava maldita e arroga-se o direito de destruir a vida.
*
Por mais se busquem argumentos, em vãs tentativas para justificar-se o aborto, todos eles não escondem os estados mórbidos da personalidade humana, a revolta, a vingança, o campo aberto para as licenças morais, sem qualquer compromisso ou responsabilidade.
O absurdo e a loucura chegam, neste momento, a clamorosas decisões de interromper a vida do feto, somente porque os pais preferem que o filho seja portador de outra e não da sexualidade que exames sofisticados conseguem identificar em breve período de gestação, entre os povos supercivilizados do planeta...
Não há qualquer dúvida, quanto aos "direitos da mulher sobre o seu corpo", mas, não quanto à vida que vige na intimidade da sua estrutura orgânica.
Afinal, o corpo a ninguém pertence, ou melhor nada pertence a quem quer que seja, senão à Vida.
Os movimentos em favor da liberação do aborto, sob a alegação de que o mesmo é feito clandestinamente, resultam em legalizar-se um crime para que outro equivalente não tenha curso.
Diz-se que, na clandestinidade, o óbito das gestantes que tombam, por imprudência, em mãos incapazes e criminosas, é muito grande, e quando tal não ocorre, as conseqüências da técnica são dolorosas, gerando seqüelas, ou dando origem a processos de enfermidades de longo curso.
A providência seria, portanto, a do esclarecimento, da orientação e não do infanticídio covarde, interrompendo a vida em começo de alguém que não foi consultado quanto à gravidade do tentame e ao seu destino.
Ocorre, porém, na maioria dos casos de aborto, que a expulsão do corpo em formação, de forma nenhuma interrompe as ligações Espírito-a-Espírito, entre a futura mãe e o porvindouro filho.
Sem entender a ocorrência, ou percebendo-a, em desespero, o ser espiritual agarra-se às matrizes orgânicas e, à força da persistência psíquica, sob frustração do insucesso termina por lesar a aparelhagem genital da mulher, dando gênese a doenças de etiologia mui complicada, favorecendo os múltiplos processos cancerígenos.
Outrossim, em estado de desespero, por sentir-se impedido de completar o ciclo da vida, o Espírito estabelece processos de obsessão que se complicam, culminando por alienar-se a mulher de consciência culpada, formando quadros depressivos e outros, em que a loucura e o suicídio tornam-se portas de libertação mentirosa.
Ninguém tem o direito de interromper uma vida humana em formação.
Diante da terapia para salvar a vida da mãe, é aceitável a interrupção do processo da vida fetal, em se considerando a possibilidade de nova gestação ou o dever para com a vida já estabelecida, face à dúvida ante a vida em formação...
Quando qualquer crime seja tornado um comportamento legal, jamais se enquadrará nos processos morais das Leis Soberanas que sustentam o Universo em nome de Deus.
Diante do aborto em delineamento, procura pensar em termos de amor e o amor te dirá qual a melhor atitude a tomar em relação ao filhinho em formação, conforme os teus genitores fizeram contigo, permitindo-te renascer.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Alerta. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Se Acordastes para a Responsabilidade

É possível hajas praticado o aborto sem conhecer-lhe as conseqüências. Se acordastes para a responsabilidade, quanto a isso esforça-te para transformar o próprio arrependimento em socorro às crianças infelizes. 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Praça da Amizade. Ditado pelo Espírito Antônio Xavier e Oliveira. Capítulo 70. 


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ideionildo e a Chave Azul


Era uma vez uma bonita cidade que se chamava Coelholândia. Viviam lá a família de Ideionildo e seus amiguinhos
Ideionildo ficava no fundo da sua casa, sentadinho debaixo de uma grande árvore escrevendo no seu caderninho.
Colocava todas as suas idéias e sonhos no papel.
Pensava em um mundo para os coelhos, bem diferente do que existia. Uma Coelholândia maravilhosa, toda diferente.
Pensava: - Imaginem se na pracinha da cidade tivéssemos um lugar para brincar, cheio de brinquedos novinhos e bem cuidados?
Seria, realmente, muito bom!
E continuava...
- Temos que auxiliar os "coelhinhos de rua". Aqueles que não possuem moradia. Vamos construir casas pra todos! Construiremos, também, escolas. Morar bem e ter atividades é muito importante...
Alimentação saudável... Tenho que escrever isto. Nossa! Temos muito o que fazer. Por onde começamos?
- Ideionildo! Chamou a mamãe coelhinha. - Venha depressa arrumar seu quarto. Você o deixou uma bagunça.
- Ai mãe que susto!.. Falou Ideionildo.
Porque a senhora está gritando deste jeito?
E a mamãe coelhinha respondeu:
- Você deixou o seu quarto todo desarrumado.
- Mas, mãe, eu estou ocupadíssimo e a senhora vem me aborrecer com estas coisas menores! Falou Ideionildo.
Ao que a mamãe coelhinha disse enérgica:
- Você está avisado mocinho. Tenho que ir a casa da sua avó e voltarei em breve. Quando chegar quero tudo pronto, entendeu?
A mamãe do Ideionildo saiu e nosso amiguinho ficou lá parado, sem se importar com que ela lhe havia recomendado. Continuou pensando em como seria maravilhoso este novo mundo.
Todo dia acontecia o mesmo. No final, a mamãe do nosso amiguinho acabava arrumando o quarto para ele porque considerava ele estudioso, contudo naquela tarde aconteceu algo inesperado...
Ideionido foi interrompido, novamente, mas agora por seu pai:
- Oi filhão, faça um favor para o papai? Vá escrever lá dentro que eu preciso podar esta árvore que está danificando nosso telhado.
- Mas pai, eu estou tendo idéias muito importantes, replicou Ideionildo.
- Eu sei, mas agora eu preciso cortar a árvore. Vá para dentro brincar de escrever.
- Brincar? Perguntou Ideionildo com raiva. Quem está brincando aqui?
E saiu muito chateado em direção à sua casa.
- Ninguém me entende! Pensava...
Todo mundo acha que o que eu faço não tem importância. Vou sair de casa, ir para as montanhas e depois que eu construir um mundo maravilhoso, todos vão me dar valor.
Nosso amiguinho foi até a cozinha, pegou uns biscoitos porque poderia sentir fome, e foi em direção as montanhas.
Dona Coruja que era muito sábia e havia assistido tudo, decidiu seguir Ideionildo.
- Vou ajudá-lo, pensou...
Depois de uma longa caminhada nosso amiguinho decidiu descansar um pouco, comer alguns biscoitos que havia levado consigo. Dona Coruja que o acompanhava de perto decidiu se aproximar.
- Olá meu amiguinho, o que faz por aqui? Perguntou Dona Coruja.
- Estou fugindo de casa, respondeu Ideionildo.
Tenho grandes planos para mim. Vou construir um mundo maravilhoso e todos vão me valorizar muito...
- Que bom, espero que consiga. A propósito, como pretende fazer isto?
- Tenho tudo o que preciso, aqui no meu caderno. Cada dia eu anoto mais coisas.
- Posso ver? Perguntou Dona Coruja.
- Sim, claro... Respondeu Ideionildo muito feliz porque alguém tinha lhe dado atenção.
- Bem, aqui tem planos para terminar com os coelhinhos de rua, construir escolas para todos, alimentos para todos, pracinha com parque novo...
- Ora Ideionildo, eu sei como realizar tudo isto. Falou Dona Coruja com sobriedade.
- Sabe! Como? perguntou Ideionildo meio espantado.
Ao que Dona Coruja prosseguiu:
- Existe uma lenda que nos foi contada há muito tempo que fala sobre o poder mágico da chave azul. Você já ouviu falar a respeito?
- Não!
- Bem eu vou explicar! Falou Dona Coruja e continuou:
- Na Coelholândia, em algum lugar, existe uma chave muito especial que abre as portas para um mundo maravilhoso, muito parecido com este que você sonhou. Neste mundo não existe desemprego, nem preconceitos, só existe o bem. É o Mundo da Organização.
- Neste mundo tudo funciona de forma correta. Por exemplo, os coelhinhos de rua não existem porque lá todos o lares são bem organizados e estruturados. Ninguém quebra os parquinhos porque sabem utilizar tudo com muito zelo. Não falta nada para ninguém.
- Organização, esta é a chave do sucesso deste lugar magnífico...
E também conta a lenda de que quem estiver de posse desta chave mágica pode levar este mundo para onde desejar, até para o nosso, sabia?
- E como eu faço para conseguir esta chave? Perguntou Ideionildo.
- Ela está em algum lugar lá na Coelholândia. Você deve voltar e procurar. Mas, você só poderá encontrá-la se estiver realmente disposto a modificar as coisas. Se você procurar direito tenho certeza de que achará.
- Vou voltar correndo e vou achar esta chave...
E Ideionildo saiu em disparada. Chegou na Coelholândia e foi procurando em todos os lugares onde achava que a chave azul poderia estar. Procurou no parquinho, na praça central, na prefeitura. Andou a tarde inteira e quando já era quase noite voltou para sua casa. Ele estava muito cansado. Chegando lá seu pai o esperava.
- Por onde você andou? Perguntou o papai de Ideionildo.
- Por aí papai, andando um pouco...
- Pois não faça isto novamente sem avisar aonde está indo, me deixou preocupado.
- Está bom ... Respondeu Ideionildo.
- A propósito, sua mãe ficará na casa de sua avó hoje. Tem lanche na cozinha. Vá para o chuveiro e depois cama, entendeu?
- Vou indo papai...
E foi em direção ao seu quarto pegar algumas roupinhas para tomar banho.
Quando chegou na porta do quarto teve uma enorme surpresa.
- Nossa! Exclamou! A chave do meu quarto é azul.
Pegou a chave em sua mãozinha, abriu a porta do quarto e entrou. Levou o maior susto.
- Dona Coruja, que faz aqui? Perguntou.
A Dona Coruja estava na janela com um lindo sorriso para ele.
- Estou aqui esperando você chegar. Respondeu rapidamente.
- Vejo que encontrou a chave azul.
- É esta a chave legítima que vai me levar ao mundo dos meus sonhos? Perguntou olhando para a chave meio espantado.
- Deixa-me ver ... Dona Coruja ficou pensativa.
- Com certeza absoluta. Ela é a chave.
- Mas o que eu faço agora? Que porta ela abre?
- Do mundo perfeito, observe ao seu redor...
Ideionildo olhou em volta espantado, Dona Coruja concluiu:
- Mas não é um mundo perfeito? Não está tudo arrumado, limpinho?
- Este quarto! Exclamou Ideionildo:
- Esta a maior bagunça. Está tudo fora do lugar...
Dona Coruja em tom muito severo, voando de um lado para o outro perguntou:
- Como? Não pode ser. Se este quarto está desorganizado em um mundo perfeito onde a Organização é a fórmula do sucesso temos que falar imediatamente com o administrador.
- De quem é este quarto? Vamos, diga logo, diga...
- Este quarto é meu. Respondeu Ideionildo assustado.
- Seu? Como pode? Como você deseja participar de um mundo maravilhoso se não consegue deixar organizado nem o seu quarto?
Ideionildo ficou pensativo e respondeu:
- Mas aqui é só meu quarto, eu tenho planos para um novo mundo.
- Mas é o seu mundo, é tudo que você tem! Retrucou com sabedoria Dona Coruja.
Chegou próximo ao nosso amiguinho e muito carinhosamente lhe falou:
- Há muito venho te observando meu amiguinho e suas idéias são realmente muito nobres. Sonhar com um mundo maravilhoso... Quem dera se todos os seres sonhassem assim...
- Mas ninguém me compreende... Falou Ideionildo entristecido.
- O que adianta as boas idéias sem a força do exemplo? Perguntou Dona Coruja.
- Como assim?
- Vai ficar muito difícil os outros acreditarem na sua capacidade de organizar um mundo bom sendo que você não consegue organizar nem seu próprio quarto. Não é verdade? Toda a criação é abençoada. Se existe alguma coisa que está desarrumada é porque alguém está deixando de fazer a sua parte. Você está fazendo a sua?
- Bem acho... Dona Coruja não permitiu que Ideionildo continuasse e concluiu:
- A sua parte é a mesma de todos nós. Idealizar, mas, sobretudo construir, concretizar os nossos mais belos sonhos. Para isto estamos aqui. A porta para a construção do mundo que você deseja é o trabalho.
- Espere um pouco, agora eu estou entendendo... Falou Ideionildo.
- Só conseguimos transformar o ambiente ao nosso redor com o nosso esforço, com o nosso trabalho.
- Sim, idéias são projetos que nunca passarão do papel se não tiver mãos operantes para concretizá-las.
E o nosso amiguinho percebeu que deveria, sim, ter suas idéias, mas principalmente, trabalhar para colocá-las em prática. Deveria começar a trabalhar em seu "pequeno mundo", com suas pequenas coisas, as que estão, agora, ao alcance de suas mãos.

Dias, Robson. Da obra: Ideionildo e a Chave Azul. Ditado pelo Espírito Vovó Amália. Livro eletrônico gratuito em www.vovoamalia.com. Livrinho da Série "As Histórias que a Vovó Gosta de Contar". Federação Espírita Brasileira (FEB).


terça-feira, 22 de março de 2011

Lola-Leila


PARTE I

Sempre Lola Mendez.
Borboleta humana expressando mulher. Perfumaria e seda farfalhante.
Bailarina admirável. Estonteante beleza.
Transportava a graça nos pés. Ao fim de cada espetáculo, era o centro das atenções. Ceias lautas. Esvaziam-se garrafas e bolsas.
Dentre todos os admiradores, porém, salientavam-se dois que, por ela, arruinaram a própria vida: Dom Gastão Álvares de Toledo, que abandonara esposa e filhos para fazer-lhe a corte, e Dom Jairo Carízio, que assassinara o próprio pai, às ocultas, para ofertar-lhe mais ouro.
Lola, entretanto, queria mais.
Soberana da ribalta, envolvia-os em sorrisos maliciosos.
Explorou-lhes o coração, até que se vissem, revoltados, um à frente do outro, em duelo fatal.
Dom Jairo, mais forte, eliminou o rival, com estocada irresistível; no entanto, obsidiado pela vítima, desceu, a breve tempo, para a caverna da loucura, onde encontrou a morte.
Lola Mendez dançou e bebeu por muito tempo ainda...
Um dia, o espelho contou-lhe a história da velhice.
Rosto enrugado. Cabeça branca. Passo lento.
Amedrontada, aprendeu a encontrar o socorro da prece.
E quando o túmulo lhe acomodou os restos no esquife estreito, veio a saber que Dom Gastão não morrera, que Dom Jairo padecia as conseqüências dos próprios crimes, e que ela própria vivia.
Chorou. Desesperou-se.
Peregrina do sofrimento, errou longo tempo nas trevas.
Um dia, mãos piedosas traçaram-lhe nova senda.
Renasceria no mundo. Seria pobre, muito pobre. Esconderia em lar humilde a passada grandeza.
E, ao lado de homem simples, receberia Dom Gastão e Dom Jairo como filhos, para reeducá-Ios. Ela que os havia moralmente aniquilado, na posição de mulher inconstante, reabilitá-los-ia com devotamento de mãe.

PARTE II

Lola renasceu.
Chamava-se agora Leila.
Menina apagada. Recomeço laborioso. Trabalho árduo.
Antes dos vinte, desposou Luís Fernandes, metalúrgico modesto.
Segundo o plano estabelecido, os antigos rivais lhe encontraram a rota.
Ressurgiram do seu sangue. Seriam irmãos gêmeos, desfazendo toda a discórdia.
A antiga devedora, contudo, novamente em plenitude juvenil, aspirava a gozar... Queria jóias, prazeres, descanso, luxo...
E, fugindo aos compromissos, praticou o aborto criminoso por quatro vezes, expulsando-os do corpo e do pensaamento, como se fossem agentes da peste.
Dom Gastão e Dom Jairo, reunidos agora no mesmo instinto de esperança, rogaram-lhe compaixão. Buscavam-na em sonho. Argumentavam. Queriam viver.
A antiga bailarina, porém, recalcitrava...
Banidos violentamente pela quinta vez, ambos tramaram vindita, enceguecidos de ódio.
E quando Lola, agora Leila, se divertia, à distância do esposo, influenciaram-na, totalmente.
Ela se põe a ingerir bebidas alcoólicas.
Noite alta, a moça leviana toma o carro de um amigo, que se propõe conduzi-la de volta.
O velocímetro acusa quarenta, sessenta e, depois, noventa quilômetros por hora.
Dom Gastão e Dom jairo, excitados, pressionam a mente da amiga, que, com o terror estampado nos olhos, se diz dominada por fantasmas.
Acreditando-a sob o domínio exclusivo da embriaguez, o acompanhante da noite alegre procura contê-la, sem largar o volante.
Atritam-se. E antes que o freio funcionasse, abre-se a porta, e Leila, ontem Lola, cai no asfalto, partindo o crânio.
O carro dispara, na madrugada cinzenta.
E de tudo o que ficou, entre os homens, nas anotações da manhã seguinte, foi o número da ambulância que recolheu na rua um corpo de mulher morta...
Do outro lado da vida, porém, Leila era violentamente agarrada por dois ferozes algozes ...

Xavier, Francisco Cândido e Vieira, Waldo. Da obra: A Vida Escreve. Ditado pelo Espírito Hilário Silva. FEB. Apud O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto, Capítulo III, FEB. 

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domingo, 20 de março de 2011

O Perdão


O perdão, em qualquer tempo,
É sempre um traço de luz,
Conduzindo a nossa vida
À comunhão com Jesus.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999. 

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Perdoa as Nossas Dívidas, Assim Como Perdoamos aos Nossos Devedores

Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.
Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.
Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.
Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?
Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?
A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.
Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.
Auxiliemos sempre.
Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam
.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999. 

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terça-feira, 1 de março de 2011

Conseqüências Infelizes na Mulher Que Comete o Aborto


A mulher que cometeu aborto delituoso passa a sofrer consequências desagradáveis imediatas em seu próprio organismo, seja pelo surgimento de enfermidades variadas ou pelos processos sombrios da obsessão, em virtude da antipatia nascida no Espírito reencarnante, que vê seu tentame frustrado. ( ... )
( ... ) As conseqüências imediatas ou a longo prazo virão sempre, para reajustar, reeducar e reconciliar os Espíritos endividados, mas toda cobrança da Justiça Divina tem o seu tempo certo.

Barcelos, Walter. Da obra: Sexo e Evolução. FEB. Apud O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto, Capítulo X, FEB. 

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Conceitos e Ação


Se dizem que a tua é uma luta inglória, porque abraçaste o labor da semeação evangélica no momento em que a astúcia e a agressividade campeiam a soldo do egoísmo e da violência, não lhes dês ouvidos e prossegue, tranqüilo.
Se afirmam que os teus ideais ocultam as tuas frustrações e que as tuas dores são síndromes de alienação, porque aprendeste a agir pelo perdão quando outros reagem pelo ressentimento, não te inquietes, antes permanece intimorato.
Se apregoam os teus deslizes, em detrimento dos esforços que fazes por superá-los, apenas porque te recusas a compartir das horas frívolas e dissolventes, em face da tua vinculação com a fé, não te proponhas defesas, mantendo-te no dever.
Se insistem em espicaçar-te pela ironia ou ridicularizar- te mediante a felonia, porque não te surpreendem nos gravames com que te brindariam, já que abraçaste o compromisso da renovação espiritual, não te sintas molesto ou sensibilizado, avançando sem receio.
Se te injuriam o nome e te agridem a honorabilidade com suspeitas e propostas infelizes, em razão da robustez da tua perseverança, não te deixes abater, demorando-te no bem.
O seixo não se faz diamante se enaltecido a essa posição e a estrela fulgurante não se apaga se uma pedra atirada do lago que a reflete parece despedaçá-la...
Na aduana das opiniões, o ônus que paga a mercadoria da verdade é sempre alto.
A leviandade, porque não se pode ou quer modificar, é estulta, porém transitória, mas o compromisso com o ideal do bem, apesar de áspero, é duradouro nos resultados.
Se abraças a cruz do serviço em nome do Cristo, reserva-te o direito do testemunho.
Quem O segue, perde os interesses comuns e se fixa nos objetivos dEle.
Ainda não há compreensão para quantos se afeiçoam à luz da verdade libertadora.
Seus pés caminham pelas estreitas sendas...
Muitos lhes comentam os aparentes triunfos ? os que o mundo, enganosamente, pretende oferecer ? porém as lágrimas nascidas nas fontes do silêncio passam desconhecidas.
Desejam a ascensão e o brilho enganoso dos acumes, no entanto, se recusam a subida, passo a passo, mediante os esforços dos pés e brasas vivas.
A ressurreição produziu gáudio nos discípulos saudosos do Mestre, tanto quanto a crucificação lhes propiciara pavor.
Aquela, todavia, jamais ocorreria, sem esta última, que a desvela.
Desse modo, não desconsideres a luta, nem a prova, nem a renúncia.
Vinculado ao Evangelho, semeia a palavra de vida e vive na luz da esperança, até o momento em que, findo o compromisso, te liberes da jornada exaustiva.
Até lá, insiste e ensina, persevera e luta, a sós, se necessário, porém, fiel até o fim.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Otimismo. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Editora LEAL. 

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

GLORIFICANDO O SANTO NOME

Glorificando o Santo Nome

O professor contou, em aula, que, no princípio da vida na Terra, quando os minerais, as plantas e os animais souberam que era necessário santificar o nome de Deus, houve da parte de quase todos um grande movimento de atenção.

Certas pedras começaram a produzir diamantes e outras revelaram ouro e gemas preciosas.

As árvores mais nobres começaram a dar frutos.

O algodoeiro inventou alvos fios para a vestimenta do homem.

A roseira cobriu-se de flores.

A grama, como não conseguia crescer, alastrou-se pelo chão, enfeitando a Terra.

A vaca passou a fornecer leite.

A galinha, para a alegria de todos, começou a oferecer ovos.

O carneiro iniciou a criação de lã.

A abelha passou a fazer mel.

E até o bicho-da-seda, que parece tão feio, para santificar o nome de Deus fabricou fios lindos, com os quais possuímos um dos mais valiosos tecidos que o mundo conhece.

Nesse ponto da lição, como o instrutor fizera uma pausa, Pedrinho perguntou:

- Professor, e que fazem os homens para isso?

O orientador da escola pensou um pouco respondeu:

Nem todos os homens aprendem rapidamente as lições da vida, mas aqueles que procuram a verdade sabem que a nossa Inteligência deve glorificar a Eterna Sabedoria, cultivando o bem e fugindo ao mal. As pessoas que se consagram às tarefas da fraternidade, compreendendo os semelhantes e auxiliando a todos, são as almas acordadas para a luz e que louvam realmente o nome de nosso Pai Celeste.

E, concluindo, afirmou:

O Senhor deseja a felicidade de todos e, por isso, todos aqueles que colaboram pelo bem-estar dos outros são os que santificam na Terra a sua Divina Bondade.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ. FEB.

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EM PAZ


"Desimpedida a visão espiritual das belidas que a obscureciam, eles o verão de todo lugar onde se achem, mesmo da Terra, porquanto Deus está em toda parte." A GÊNESE - Capítulo 2º - Item 34.

Porque depares a dissipação e o vício nas diversas esquinas do caminho, não consideres a estância terrestre como um pardieiro onde o crime se agasalha.

Porque a enfermidade seja uma constante na caminhada humana, não creias que a Terra seja um hospital de infelizes experimentando tormentos inomináveis.

Porque a solidão te ofereça agasalho vigoroso, não permitas o aniquilamento do instinto gregário que a todos impele para a vida em comunidade.

Porque problemas de vária ordem te amesquinhem, abrutalhando os sentimentos que trabalhavas para a sublimação interior, não penses que a dor é operária impiedosa e invencível a soldo da divina inclemência.

Porque a loucura faz caça ao prazer, não justifiques a delinquência pessoal, acumpliciando-te cada vez mais com os verdugos da própria serenidade.

Porque dourados tetos acobertam a intrujice e o crime, como se a vitória do poder fosse áulico dos desonestos não os invejes, revoltado ante as duras penas que expunges...

Há muitos cristãos e espíritas que embora as lides doutrinárias a que se ligam perseguem os lauréis do engano com infatigável destemor.

Dizem acreditar na imortalidade do espírito, mas agem às tontas, às cegas.

Informam acatar a diretriz evangélica, no entanto, vivem distanciados dos nímios postulados da honestidade e do equilíbrio.

Afirmam a excelência da fé a que se irmanam, todavia, conduzem as atitudes em sentido oposto aos roteiros que pretendem testemunhar.

Esclarecem o valor da pureza e lecionam solidariedade e amor, entretanto, utilizam-se dos ardis que os maus movimentam e pensam sempre em si, criando e mantendo círculos estreitos de amizade.

Acatam as instruções dos Espíritos e se emocionam com as narrativas da Erraticidade, conquanto prefiram o "hoje" e nesse "hoje" somente o "agora", tendo em vista o "amanhã" nas mesmas bases do "hoje".

Explica-se que as circunstâncias da vida moderna são os fatores causais da desordem moral e social que estruge vitoriosa em toda parte. Convém, porém, recordar que Jesus nascendo na hora e no dia de Augusto, e vivendo no reinado de espoliamentos morais e econômicos de libério, edificou uma Humanidade em bases superiores, imolando ao ideal do amor a própria vida.

Depois de doutorar-se em Medicina, em Londres, com todas as láureas em todas as disciplinas, e defender com brilhantismo invulgar a cátedra que lecionou por apenas um ano, Vivekananda descobriu que perdera o contato com Deus.

Abandonou tudo: glórias, honras, posição, grandeza e retornou à Pátria para reencontrar-se, reencontrar Deus.

Logo chegou foi visitar o seu velho preceptor espiritual. Às primeiras palavras o mestre ordenou-lhe silêncio, com um gesto típico, apontando-lhe humilde assento e o deixando em quietação.

Decorridas algumas horas, este, por sua vez, sentou-se-lhe ao lado e o inquiriu bondosamente.

- "Desejava reencontrar Deus" - respondeu-lhe o discípulo emocionado, após minudenciar as conquistas e buscas, as lutas e triunfos, a grande frustração espiritual.

Mergulhando em meditação demorada o guru quedou-se, para depois dirigir-lhe ossudo dedo entre a quarta e quinta costela, na direção do coração, como a dizer-lhe que ali, no mundo, ele o encontraria...

Apaga, no mergulho da prece e da meditação, em ensimesmamentos espirituais, as chamas da inquietude e faze bastante silêncio no espírito aturdido.

Examina em profundidade o que desejas realmente, como o pretendes, para quanto tempo o queres.

Depois busca a renovação na fé viva e avança pelos rumos difíceis.

Nada te empanará o brilho do entusiasmo, nenhuma sombra te perturbará.

Os maus não te farão mau, os doentes não te contaminarão, os infelizes não te inquietarão.

Brilhará a tua luz em toda parte se te ligares a Jesus, o Dínamo Sublime, e estarás tranquilo mesmo quando soe a hora do despertamento consciencial com a chegada da desencarnação, porquanto, com Deus, em paz, sentirás, em paz, Deus contigo.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 51. LEAL Editora.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Auxílio Eficiente

Auxílio Eficiente

"E abrindo a sua boca os ensinava." - (MATEUS, 5:2.)

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.

Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.

Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.

Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.

E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.

A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.

O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.

O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.

De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.

Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.

Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.

Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente. Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.

Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vinha de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Lição 17. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Rio de Janeiro, RJ. FEB.

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